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Baixo Alentejo: Possibilidade de escola de bombeiros na região volta a estar em cima da mesa

A região do Baixo Alentejo poderá vir a ter uma escola de bombeiros, depois de uma abordagem da Escola Nacional de Bombeiros à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).

Segundo António Bota, presidente da CIMBAL, em declarações a’ODigital, esta abordagem foi o início da procura de uma solução para que os bombeiros não precisem de percorrer quilómetros para receber formação.

«Temos um facto que é os bombeiros do Baixo Alentejo sempre que precisam de formação têm de se deslocar para bastante longe, porque a região não oferece essa formação», afirmou.

Um projeto que ainda se encontraria “na gaveta” há alguns anos, depois de Beja, «como capital de distrito e como zona mais central», ter sido recusada pela Escola Nacional por «não conseguiu encontrar um terreno que que permitisse esta colocação em zona favorável», para a infraestrutura.

Para além de Beja, também Almodôvar foi uma localização cogitada anteriormente.

«Ainda se tentou implementar uma escola de bombeiros com uma vertente de formação junto ali da SOMINCOR e com o apoio da sociedade, onde se iria dar formação a bombeiros de superfície e de zonas abaixo da cota da terra», referiu o presidente.

Ainda assim, este último «gorou, porque não foi aprovado pela empresa e abandonámos um bocadinho a ideia».

Há «cerca de dois anos», surgiu de novo a ideia, onde a CIMBAL iria «encontrar uma solução». Porém, a localização continua a ser o principal impasse, já que Almodôvar, Ourique, Castro Verde e Moura apresentaram propostas para a implementação da escola.

«Agora, a Escola Nacional de Bombeiros tem o dever de ir a cada um deles e tentar encontrar, na solução proposta, uma mais-valia para a montagem desta escola», acrescentou António Bota.

Segundo o autarca, a CIMBAL quer é que «a escola venha para o Baixo Alentejo, quer seja num município ou noutro, porque é uma mais-valia para todos nós e para os bombeiros».

Revelou também que já reuniu com o presidente da Escola Nacional de Bombeiros, Lídio Lopes, e que este também pretende «uma solução: «Quer é que existam condições na localidade que for escolhida».

Desta forma, «pareceu-me bastante recetivo a esta ideia, até porque foi na pessoa dele que iniciou esta esta procura de uma de uma localização adequada».

Assim, António Bota vincou que pensa «ter parceria» com a entidade.

De acordo com o presidente da CIM, os bombeiros do Baixo Alentejo, para receber formação, têm de se deslocar até «Lisboa, ou na zona à volta de Lisboa», assim como Abrantes e Mafra.

«Estamos a falar de zonas do país que oferecem formação e condições de estadia aos bombeiros», complementou, adicionando ainda que «sei que a maior parte dos bombeiros vão custeados pelo seu próprio bolso para receber esta formação».

Um facto que levou o presidente a dizer que «naturalmente que isto é um desincentivo a manterem se na profissão e a serem voluntários».

«Para se ser bombeiro hoje em dia é preciso quase dois anos de formação e com vencimento zero. É praticamente uma licenciatura para depois ter pouco mais do que dizer ‘sou bombeiro voluntário’», sublinhou.

Já relativamente aos voluntários, apenas «têm vencimento quando fazem trabalho de facto».

Desta feita, a presença da escola na região perfila-se como um «sonho de poder dar um contributo grande para incentivar ao voluntariado e à formação».

«Estamos a tentar reunir condições para que o Baixo Alentejo tenha um Corpo de Bombeiros, no seu global, jovem, bem formado e também para que pessoas de fora venham tirar formação e quiçá ensinar-nos também», disse ainda.

Num comunicado enviado à nossa redação, a CIMBAL refere que o Baixo Alentejo é «única sub-região do país que não dispõe de uma unidade destas».

Para António Bota, os bombeiros têm «dois problemas graves», sendo que um deles é que «a carreira não é reconhecida».

O «mais grave» será a “crise” do voluntariado.

«Não temos ninguém a querer entrar para os bombeiros, porque os vencimentos, as condições, o tempo de formação e depois, juntando a isso tudo, as distâncias a que estamos dos centros de formação, faz com que não exista vontade de ser voluntário», acrescentou.

Num comunicado enviado à nossa redação, a CIMBAL refere que o Baixo Alentejo é «única sub-região do país que não dispõe de uma unidade destas».

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