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Renda mediana desce no Alentejo Central e atividade no mercado de arrendamento recua na região

No primeiro trimestre de 2025, o valor mediano das rendas de novos contratos de arrendamento registou um decréscimo homólogo de 0,4% na sub-região do Alentejo Central, contrariando a tendência nacional de subida de 10,0%.

Segundo os dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta foi a única sub-região do país a apresentar uma redução neste indicador, fixando-se o valor mediano em 4,60 euros por metro quadrado.

Paralelamente, o número de novos contratos de arrendamento nesta sub-região registou uma diminuição expressiva de 24,2% face ao mesmo período de 2024, sendo uma das mais acentuadas do país. Também o Alentejo Litoral (-24,0%) e o Alto Alentejo (-12,7%) registaram quebras significativas no número de contratos, acompanhando a retração da atividade de arrendamento observada em grande parte do território nacional.

Em contraste, o Baixo Alentejo foi a única sub-região alentejana a registar um aumento homólogo no número de novos contratos (+13,6%). No entanto, a renda mediana nesta zona manteve-se abaixo da média nacional (8,22 €/m²), situando-se nos 5,50 €/m².

A nível nacional, o número total de novos contratos de arrendamento recuou 10,4% no primeiro trimestre do ano, fixando-se em 23.417 contratos. Apesar da quebra na atividade, os valores das rendas continuaram a aumentar em quase todo o território, com especial destaque para a Região Autónoma da Madeira (+25,3%) e para o Alentejo Litoral (+22,9%).

Os dados agora divulgados resultam do cruzamento de informação proveniente das declarações de contratos de arrendamento (Modelo 2 do Imposto do Selo) com os dados do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), permitindo caracterizar a evolução recente do mercado de arrendamento habitacional em Portugal. O próximo relatório do INE sobre esta matéria está previsto para 26 de setembro de 2025.

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