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Greve de magistrados do MP atinge 100% em vários tribunais da procuradoria de Évora

A greve de magistrados do Ministério Público (MP) registou ontem uma adesão de 100% na maioria dos núcleos e juízos das comarcas que integram a Procuradoria-Geral Regional de Évora, anunciou o sindicato que convocou a paralisação.

Os dados provisórios da greve, até às 13:00, nos núcleos e juízos desta procuradoria regional, que integra as comarcas de Beja, Évora, Faro, Portalegre, Santarém e Setúbal, foram divulgados pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).

Segundo este sindicato, a adesão de 100% à paralisação foi registada nos departamentos de investigação e ação penal (DIAP) de Évora e Faro e nos tribunais de Família e Menores de Santarém, de Trabalho de Portalegre e Administrativo e Fiscal de Loulé.

Os tribunais de Santiago do Cacém, Sines, Grândola, Elvas, Ponte de Sor, Entroncamento, Tavira, Vila Real de Santo António, Lagos, Reguengos de Monsaraz, Almodôvar, Serpa e Cuba tiveram igualmente este nível de adesão.

A paralisação também foi total nos juízos local cível de Abrantes, local criminal de Loulé, central criminal, local criminal e instrução criminal de Faro, central criminal e instrução criminal de Portimão e central criminal, local criminal e cível de Beja.

Já em outros tribunais a adesão não foi tão elevada: Setúbal (97%), Silves (75%), Évora excluindo o tribunal da cidade (73%), Torres Novas e Ourém (67%), Tomar (57%), Local Criminal de Santarém (50%), Olhão (50%) e DIAP Regional de Évora (50%).

Convocada pelo SMMP, esta greve decorreu ontem nas comarcas das procuradorias regionais de Évora e Coimbra contra a deliberação do Conselho Superior do MP, após proposta do procurador-geral da República, que introduziu a movimentação de magistrados para responder à falta de profissionais.

As greves nas procuradorias gerais regionais, em vésperas das férias judiciais, seguiram-se a dois dias de paralisações a nível nacional com uma adesão média de 90%.

Como aconteceu com a greve a nível nacional, o SMMP denuncia várias ocorrências de violação ao direito à greve, “que consistiram, designadamente, na substituição de magistrados grevistas por não grevistas, em diligências não abrangidas nos serviços mínimos e que nem sequer eram urgentes, e de magistrados aderentes à greve designados para prestar os serviços mínimos que, em diversas comarcas, foram convocados para prestar os mesmos quando, simultaneamente, havia colegas que não tinham aderido à greve”.

Na sequência destas alegadas violações, o sindicato afirma, em comunicado, que irá “encetar diligências e agirá em conformidade”.

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