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Autarca de Moura defende caçadores como parceiros na preservação da biodiversidade

À margem da Feira de Setembro, que decorre no Parque Municipal de Feiras e Exposições, o presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, defendeu o papel dos caçadores na preservação da biodiversidade e alertou para a necessidade de maior reconhecimento político da atividade cinegética.

O autarca sublinhou que «os caçadores são os principais veículos da forma como devemos preservar esta biodiversidade», considerando que, muitas vezes, a realidade do interior é desvalorizada pelos centros de decisão política. «Há em Lisboa quem não acredite nisso, porque não sai dos bancos da Assembleia da República para conhecer o território», afirmou, acrescentando que tem convidado deputados e grupos parlamentares a deslocarem-se à região. «Até tenho oferecido livros sobre caça aos grupos parlamentares. Só se pode conhecer alguma coisa se sairmos da zona de conforto», frisou.

Álvaro Azedo destacou que a caça «faz falta não só pela questão do negócio, mas acima de tudo porque os caçadores são os principais defensores da biodiversidade». O autarca lembrou ainda que «são pessoas que colaboram com as instituições e com as entidades oficiais para a defesa da biodiversidade», salientando que compete às autarquias «ouvir os caçadores e ser porta-vozes dignos de cada um deles».

O presidente da Câmara de Moura considerou igualmente que a atividade cinegética está ligada à proteção do território, nomeadamente na prevenção de incêndios. «Ao contrário do que se possa pensar, os caçadores são parceiros das instituições e deviam ser mais ouvidos, mais respeitados e não deviam ser olhados como inimigos», referiu.

Para o autarca, uma das dificuldades passa pela criação de legislação sem conhecimento do terreno. «Hoje em dia legisla-se por pessoas que não conhecem o território. Faz-se legislação direcionada a determinados públicos, esquecendo que o país não é todo igual», afirmou.

Álvaro Azedo reforçou que o interior do país deve ser valorizado: «Se partirmos o país ao meio, percebemos que o interior tem muito mais para ensinar, oferecer e demonstrar aos grandes centros do que estas pessoas imaginam».

O autarca concluiu lembrando a ligação da comunidade às suas raízes: «Sentimo-nos muito honrados pelas nossas tradições, pela nossa cultura, pela nossa identidade e, acima de tudo, pelas pessoas que ainda não desistiram do nosso território».

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