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Procura pelos serviços de urgência dispara no Alentejo e supera média nacional

A procura pelos serviços de urgência no Alentejo voltou a subir em 2023 e mantém-se entre as mais elevadas do país, segundo um estudo da Entidae Regladora da Saúde (ERS).

O relatório mostra que o Alentejo continua a destacar-se pela forte utilização das urgências hospitalares, tendo registado 84,6 episódios de urgência por cada 100 habitantes em 2023. O valor supera a média nacional, que ficou nos 64 episódios por 100 habitantes. Uma tendência que se mantém no primeiro semestre de 2024, com 43,7 episódios por cada 100 habitantes.

Estes números colocam o Alentejo entre as regiões com maior pressão sobre os serviços de urgência, de acordo com o relatório.

Segundo o estudo, Portugal mantém uma taxa de utilização dos serviços de urgência superior à média da OCDE, cenário esta que se repete no Alentejo, onde a população continua a recorrer ao hospital para resolver problemas que, noutros países, são tratados nos cuidados primários.

A região enfrenta ainda desafios relacionados com a dispersão geográfica e a dificuldade de acesso rápido a unidades de saúde. Esta realidade leva muitos utentes a procurar diretamente os serviços de urgência, sobretudo em zonas rurais.

Apesar da elevada procura, o Alentejo surge entre as regiões com menos reclamações relativas ao incumprimento dos tempos de espera. Em 2023, foram registadas 32,4 reclamações por 100 mil episódios, um valor abaixo das regiões com maiores dificuldades.

O relatório sublinha que a maior parte dos utentes continua a recorrer às urgências por iniciativa própria. A referenciação através do SNS 24 aumentou, mas ainda representa uma pequena parte do total.

A Entidade Reguladora da Saúde alerta que a elevada utilização das urgências reforça a “necessidade de melhorar a resposta nos cuidados primários”. Sublinha também a importância de “reforçar alternativas ao atendimento hospitalar”, sobretudo em zonas “mais isoladas”.

O estudo conclui que a pressão sobre as urgências no Alentejo vai continuar elevada, uma vez que a tendência demográfica e a distribuição dos serviços de saúde ajudam a explicar esta realidade.

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