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Luís Rosinha: «As Festas do Povo são a expressão mais autêntica da alma do nosso povo»

A apresentação oficial das Festas do Povo de Campo Maior 2026 marcou um momento de afirmação coletiva da identidade do concelho, com o presidente da Câmara Municipal a sublinhar o papel central da população na construção de uma tradição com mais de um século.

Para Luís Rosinha, as Festas do Povo «são claramente mais do que um evento», assumindo-se como «a expressão mais autêntica da alma do nosso povo», refletindo uma identidade coletiva assente na criatividade, na participação comunitária e na transmissão intergeracional de saberes.

Uma tradição com mais de 100 anos

O autarca destacou que a transformação das ruas em jardins de flores de papel resulta de um processo vivido «há já mais de 100 anos», passado de geração em geração, e que faz das Festas do Povo um património vivo. «Cada flor de papel, cada rua engalanada, cada voluntário traduz uma tradição de um povo vivo, construída com tempo, dedicação e espírito comunitário», afirmou.

Segundo Luís Rosinha, durante os dias das festas, as ruas deixam de ser apenas espaços físicos para se tornarem «lugares de encontro e reencontro, de memória e de criação de novos momentos de orgulho e de pertença coletiva».

Cultura, economia e coesão social

O presidente da Câmara sublinhou que as Festas do Povo têm um impacto que vai além da dimensão cultural. «São tradição, mas também são futuro. São cultura e são também economia», afirmou, destacando o contributo do evento para a dinamização do comércio local, da restauração, do turismo e para a projeção do nome de Campo Maior a nível nacional e internacional.

Luís Rosinha salientou ainda o papel das festas enquanto fator de coesão social, referindo que «juntam gerações, aproximam vizinhos, envolvem quem cá vive e quem regressa», reforçando os laços comunitários.

Primeira edição após reconhecimento da UNESCO

A edição de 2026 assume um significado particular por ser a primeira após a classificação das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Para o autarca, este reconhecimento internacional valoriza sobretudo «um modelo único de participação cívica, de voluntariado e de compromisso coletivo», que não se impõe, mas «constrói-se dia a dia em todas as ruas do concelho».

Compromisso do Município

Luís Rosinha garantiu o apoio total da Câmara Municipal à edição de 2026, afirmando que o Município estará «ao lado da Associação das Festas do Povo, dos Cabeças de Rua, dos milhares de voluntários e de todos aqueles que se envolvem neste desígnio coletivo».

O presidente da autarquia frisou que o sucesso das Festas do Povo não depende apenas de recursos ou estruturas, mas sobretudo das pessoas. «Depende de todos e de cada um, da generosidade, do espírito de entreajuda, da criatividade e da capacidade única que temos quando nos unimos em torno de um objetivo comum», afirmou.

Afirmação coletiva

Para Luís Rosinha, as Festas do Povo de 2026 serão um momento de celebração e de afirmação. «Afirmaremos a nossa identidade, a nossa cultura, a nossa história, mas também a nossa capacidade coletiva de fazer acontecer», sublinhou.

A apresentação oficial realizada este domingo marcou, assim, o início de um novo percurso que, segundo o autarca, confirma que as Festas do Povo continuam a ser um projeto de todos e para todos, sustentado na participação ativa da comunidade e na valorização do património cultural de Campo Maior.

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