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Restauração: AHRESP defende alívio de tesouraria e reforço da sustentabilidade das empresas

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) saudou as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar o setor da restauração, considerando que estas resultam de um trabalho «persistente e estruturado» desenvolvido pela Associação junto do Executivo.

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) saudou as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar o setor da restauração, considerando que estas resultam de um trabalho «persistente e estruturado» desenvolvido pela Associação junto do Executivo.

Em comunicado, a AHRESP refere que as medidas foram anunciadas pelo Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, e que têm como objetivo «aliviar a pressão sentida pelos empresários», no âmbito da intervenção do Turismo de Portugal.

Três eixos com intervenção do Turismo de Portugal

Segundo a Associação, os instrumentos apresentados assentam em três eixos: «o alargamento dos prazos de pagamento para empresas com dívidas em curso», «o refinanciamento de empresas com exposição à banca» e «um mecanismo de financiamento com uma componente a fundo perdido».

A AHRESP sublinha que estas medidas vão ao encontro das propostas que tem defendido, por serem orientadas para «reforçar a sustentabilidade das empresas, aliviar pressões de tesouraria, criar condições para o investimento e salvaguardar o emprego».

Associação aguarda regulamentação e pede critérios ajustados ao setor

No mesmo comunicado, a AHRESP alerta que os critérios de elegibilidade devem estar alinhados com a realidade do setor, para que o apoio chegue às empresas que enfrentam maiores dificuldades. A Associação acrescenta que continuará a acompanhar a regulamentação prevista para fevereiro.

Custos e incerteza continuam a marcar o setor

A AHRESP recorda ainda que a restauração é composta «maioritariamente por micro e pequenas empresas», muitas das quais continuam a lidar com créditos Covid e com níveis elevados de incerteza. O comunicado aponta também para o aumento sucessivo dos custos, incluindo matérias-primas, energia, rendas e salários, referindo que estes encargos têm sido, em grande parte, «absorvido pelas próprias empresas», o que tem comprimido margens e limitado a capacidade de investimento.

A Associação afirma que pretende manter-se como interlocutor «responsável, exigente e construtivo» entre os empresários e o Governo, na defesa de um setor que considera central para a economia do país.

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