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Mau tempo: Militares do Exército estabilizam encosta do Castelo de Alcácer do Sal

Militares do Exército, da especialidade de engenharia, começaram hoje a estabilizar a encosta do Castelo de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, após deslizamentos de terra ocorridos “em diversos locais e de forma repetida”.

Militares do Exército, da especialidade de engenharia, começaram hoje a estabilizar a encosta do Castelo de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, após deslizamentos de terra ocorridos “em diversos locais e de forma repetida”.

Em declarações à agência Lusa, o tenente Tiago Oliveira, comandante do destacamento do Regimento de Engenharia n.º 1, sediado em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém, explicou que os militares chegaram a Alcácer do Sal na terça-feira.

“Temos 10 militares empenhados neste teatro de operações, com quatro viaturas e um equipamento pesado. Chegámos na terça-feira e ainda fizemos o reconhecimento do terreno e iniciámos hoje os trabalhos”, referiu.

A mobilização dos militares da especialidade de engenharia para Alcácer do Sal surge na sequência da solicitação da câmara municipal deste concelho alentejano, na segunda-feira, para uma intervenção do Exército para estabilizar a encosta do castelo, devido a deslizamentos de terra recentes, “em diversos locais e de forma repetida”.

Nesse dia, em comunicado divulgado na rede social Facebook, o município, cuja zona ribeirinha tem sido alvo de cheias desde o dia 28 de janeiro, quando o rio Sado galgou as margens, disse ter pedido o apoio de diferentes entidades sobre “os recentes deslizamentos de terra” na encosta do castelo da cidade.

“Em causa está a segurança das populações e dos bens culturais presentes”, realçou então o município, referindo ter solicitado o apoio do Exército para a estabilização da encosta do castelo, “através do Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio”.

À Lusa, o tenente Tiago Oliveira indicou que os militares constataram no local que “havia zonas nos taludes por baixo da muralha do castelo que tinham cedido um bocadinho” e que “várias porções de terra tinham caído”.

“Por causa da forma da cidade, em que no topo está o castelo, depois o talude de terra, a estrada e por baixo encontram-se casas, havia o risco de, no caso de uma derrocada maior, poder cair material para cima das habitações”, explicou.

Por isso, o destacamento do Exército colocou no local “umas barreiras de contenção, com um metro quadrado cada uma e cerca de 1,5 metros de altura, com arestas de metal e o interior em pano recheado de inertes, para ganhar sustentação”, precisou.

O comandante do destacamento de Engenharia do Exército revelou que, ao longo do dia de hoje e até às 17:00, foram colocados “40 metros de barreiras” na encosta, faltando ainda “colocar mais uns 30 metros”, o que “deverá ser concluído provavelmente até final da semana”.

“Estas barreiras de contenção não vão impedir os deslizamentos, mas, caso continuem, há menos probabilidades de esse material chegar às casas. Com elas, barramos o caminho da queda da terra”, destacou o militar.

Segundo o tenente Tiago Oliveira, os militares do destacamento “estão disponíveis para qualquer ajuda que seja necessária, mesmo que a missão mude”.

Fonte do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou à Lusa que estão em missão em Alcácer do Sal 50 militares do Exército, pois, além deste destacamento de Engenharia, há mais dois batalhões em operação.

“Temos um batalhão da Escola das Armas de Mafra e outro do Regimento de Infantaria n.º3 de Beja, cada um com 20 militares, envolvidos em trabalhos de limpeza de habitações e de estabelecimentos comerciais na zona da baixa”, especificou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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