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Faturação do grupo Delta Cafés sobe 12% em 2025 para 650M€

A faturação do grupo Nabeiro-Delta Cafés subiu 12% no ano passado, face a 2024, para 650 milhões de euros, avança, em entrevista à Lusa, o presidente executivo (CEO), que classifica 2025 como muito desafiante.

A faturação do grupo Nabeiro-Delta Cafés subiu 12% no ano passado, face a 2024, para 650 milhões de euros, avança, em entrevista à Lusa, o presidente executivo (CEO), que classifica 2025 como muito desafiante.

“Bom, 2025 foi um ano muito desafiante” e em que “o crescimento foi robusto”, diz Rui Miguel Nabeiro.

“Nós crescemos para cima dos 650 milhões de euros, mais ou menos 12% face ao ano anterior” e, “obviamente, com um empurrar muito grande no preço do café, que foi o maior desafio que tivemos, talvez, no ano passado”, prossegue o CEO da Delta Cafés.

O crescimento “muito robusto fora de Portugal coloca-nos como sendo uma empresa portuguesa já com dimensão claramente europeia, ainda que com as suas raízes muito firmes em Portugal e, em particular, em Campo Maior“, enfatiza o gestor.

No ano passado, Espanha continuou “com um desempenho extraordinário”, destaca Rui Miguel Nabeiro.

Isto porque “consolidámos a nossa posição no canal HoReca [Hotéis, Restaurantes, Cafés]”, um mercado a crescer a dois dígitos. Em 2025, “Espanha cresceu também 12% face ao ano anterior”, salienta, referindo que o grupo português conseguiu “consolidar muito” a sua posição neste mercado.

Até porque o grupo, pela primeira vez, ganhou o prémio Cinco Estrelas da marca com melhor reputação em Espanha, o que para o gestor demonstra que o consumidor espanhol reconhece o valor da Delta.

Além de Espanha, “a Europa toda cresceu, de facto, a um bom ritmo”, salienta.

“Já somos uma empresa realmente com dimensão europeia, ainda que sempre portuguesa”, enfatiza Rui Miguel Nabeiro, salientando que o mercado polaco também está a correr bem.

“A Polónia correu-nos muito bem também, com a Biedronka, com a parceria com o grupo Jerónimo Martins, onde a Delta, pela primeira vez, aparece como líder de mercado em cápsulas” e “isso é um motivo de grande orgulho para nós”.

Em síntese, 2025 “foi um ano de um crescimento muito, muito robusto no mercado polaco também, o que nos coloca numa posição muito confortável”.

Quanto à entrada na Eslováquia, em que a Delta acompanhou a expansão da Biedronka, Rui Miguel Nabeiro refere que ainda está numa fase inicial.

“A nossa parceria com a Biedronka corre muito bem” e “isso ajuda-nos muito a consolidar esta posição como realmente uma empresa com sucesso na Europa”, enfatiza o gestor.

Quanto à área não café, que representa cerca de 22% da faturação do grupo, Rui Miguel Nabeiro destaca o desempenho “em particular da Suíça”, mercado onde o grupo comprou há dois anos a distribuidora AMD, em que o primeiro ano foi manter o negócio que já tinha.

“A AMD, de facto, faz (…) praticamente só não café. Portanto, de repente, nós na Suíça, metade do nosso negócio são bebidas e outro tipo de produtos portugueses, vendemos bacalhau português, vendemos atum português”, conta.

A performance foi “muito interessante, crescemos muito bem” e, além disso, “o mercado angolano também”, acrescenta.

Atualmente, o negócio em Angola “60% é não café, só 40% do nosso negócio é café”, o qual “acabou por ter uma performance também muito boa”.

Portanto, um crescimento de “dois dígitos” neste negócio do não café, sintetiza.

Em Portugal, “são mais ou menos 400 milhões” de euros de faturação no ano passado, diz o CEO do grupo Nabeiro-Delta Cafés.

“O ano passado também foi um ano de reforço em Portugal”, mercado que é “um pilar que não pode vacilar em nenhum momento no nosso negócio, é a nossa base, é a nossa raiz e é aqui que temos que continuar a fazer bem”, sublinha o gestor.

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