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Reciclagem sobe, mas 68 mil toneladas de lixo continuam no indiferenciado. GESAMB alerta para urgência de mudar hábitos

Os resíduos indiferenciados ultrapassaram as 68 mil toneladas no Alentejo Central em 2025, registando um aumento de 1,6%, apesar do crescimento da recolha seletiva. O dado foi revelado por Gilda Matos, técnica ambiental da GESAMB, em entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.

Os resíduos indiferenciados ultrapassaram as 68 mil toneladas no Alentejo Central em 2025, registando um aumento de 1,6%, apesar do crescimento da recolha seletiva. O dado foi revelado por Gilda Matos, técnica ambiental da GESAMB, em entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.

Segundo a responsável, a recolha seletiva cresceu 4,3% no último ano, com mais de oito mil toneladas enviadas para reciclagem. Ainda assim, a produção global de resíduos mantém-se elevada, acima dos 600 quilos por habitante.

«Não haver diminuição é o preocupante», afirmou, sublinhando que o aumento da reciclagem deveria refletir-se numa redução do lixo indiferenciado.

Separação na origem é determinante

De acordo com a caracterização realizada pela entidade, cerca de 28% do conteúdo do lixo indiferenciado corresponde a biorresíduos. Papel, cartão, plástico e vidro continuam também a surgir em percentagens significativas.

«O segredo de uma boa gestão de resíduos é a separação logo na nossa casa», defendeu Gilda Matos, alertando que a colocação de papel ou cartão no lixo comum inviabiliza a sua reciclagem.

Apesar do aumento do indiferenciado, a GESAMB conseguiu reduzir a quantidade de resíduos depositados em aterro para cerca de 38 mil toneladas, o valor mais baixo dos últimos anos, resultado da melhoria da eficiência na triagem.

Investimento de 13 milhões até 2027

Para responder às metas nacionais e europeias, a GESAMB vai avançar com a construção de um novo centro de triagem, num investimento de 13 milhões de euros financiado pelo Alentejo 2030. A infraestrutura deverá entrar em funcionamento até ao final de 2027 e permitirá triplicar a capacidade de tratamento de embalagens.

Está igualmente prevista a expansão da recolha porta a porta no setor doméstico, com início em Évora, e o reforço da frota com viaturas elétricas.

No final da entrevista, a responsável deixou um apelo aos cidadãos: «Não olhem para os resíduos como lixo. São recursos naturais.»

A entrevista vídeo completa pode ser vista de seguida:

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