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Mercado imobiliário: Alentejo mantém pressão no arrendamento apesar de descida nacional

Arrendamento no Alentejo mantém-se elevado com Évora a atingir 1.100€, apesar da descida nacional em março, segundo o Imovirtual.

O preço médio das casas em Portugal estabilizou nos 440 mil euros em março de 2026, enquanto o arrendamento registou uma descida para 1.350 euros, segundo o barómetro do Imovirtual. No Alentejo, o mercado mantém pressão nas rendas, com destaque para Évora, onde os valores continuam elevados.

De acordo com os dados divulgados, o Sul — onde se inclui o Alentejo — continua a ser a região mais cara para arrendar, com um valor médio de 1.100 euros, apesar da correção face ao pico registado em fevereiro.

Évora destaca-se nos preços de arrendamento

No contexto regional, Évora surge como um dos principais indicadores da pressão no mercado de arrendamento, com valores médios de 1.100 euros, refletindo um aumento anual de 22,2%.

Também Beja regista uma subida, com rendas médias de 750 euros (+15,4%), acompanhando a tendência de crescimento no Alentejo.

Segundo o Imovirtual, esta evolução está associada à pressão sobre a oferta disponível, num contexto em que a procura continua elevada.

Compra de habitação com estabilidade no Alentejo

No segmento da compra, o Sul apresenta maior estabilidade, com o preço médio fixado nos 250 mil euros, representando um crescimento anual de 4,2%.

No Alentejo, destacam-se alguns distritos com aumentos relevantes. Portalegre regista uma subida de 20,4%, atingindo 138.500 euros, enquanto Beja apresenta um crescimento de 16,7%, com valores médios de 190 mil euros.

Estes dados indicam uma evolução diferenciada dentro da região, com valorização em territórios onde os preços continuam abaixo da média nacional.

Mercado nacional em fase de ajustamento

A nível nacional, o mercado apresenta sinais de ajustamento, com a estabilização dos preços de venda após um período de subida e uma correção no arrendamento.

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, refere que «os dados de março mostram um mercado que começa a entrar numa fase de maior equilíbrio», apontando também para uma redistribuição da procura para zonas fora dos grandes centros urbanos.

No Alentejo, esta tendência traduz-se num aumento da procura, mantendo a pressão sobre o arrendamento e contribuindo para a evolução dos preços na região.

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