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Doentes de radioterapia encaminhados para fora de Évora durante quatro meses devido à modernização do serviço

Radioterapia no Hospital de Évora será reorganizada a partir de junho devido à modernização de equipamentos, com tratamentos em unidades externas.

A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) vai iniciar a renovação e modernização dos equipamentos de radioterapia no Hospital de Évora a partir de 1 de junho, implicando uma reorganização temporária da atividade desta unidade.

Segundo o comunicado divulgado, a intervenção deverá decorrer durante, pelo menos, quatro meses, período necessário para o licenciamento dos novos equipamentos. A medida visa garantir melhores condições de tratamento e reforçar a resposta clínica aos utentes.

Reorganização temporária dos tratamentos

Durante a execução das obras e instalação dos equipamentos, os tratamentos de radioterapia serão realizados em unidades externas, selecionadas de acordo com a proximidade da residência dos utentes e, sempre que possível, tendo em conta as suas preferências.

A ULSAC informa que o acompanhamento clínico continuará a ser assegurado pela sua equipa. A primeira consulta e a avaliação inicial mantêm-se em Évora, sendo posteriormente organizado o encaminhamento para a unidade onde decorrerá o tratamento.

«Todo o percurso clínico será monitorizado, garantindo a continuidade dos cuidados e a articulação entre equipas e o adequado seguimento clínico», refere a entidade.

Encaminhamento antecipado de doentes

A partir da data de divulgação do comunicado, os utentes cujo plano de tratamento ultrapasse o dia 29 de maio serão encaminhados para unidades externas, assegurando a continuidade dos cuidados sem necessidade de transferência a meio do processo terapêutico.

A ULSAC esclarece que esta decisão pretende evitar interrupções nos tratamentos e garantir estabilidade no acompanhamento dos doentes.

Apoio logístico e garantia de continuidade

A unidade de saúde reconhece que a reorganização poderá implicar constrangimentos, nomeadamente ao nível das deslocações, assegurando, contudo, apoio logístico e transporte sempre que necessário.

«Asseguramos que nenhum doente ficará sem tratamento, sendo este realizado em tempo clinicamente adequado e de acordo com as boas práticas», lê-se no comunicado.

A intervenção é apresentada como temporária, estando associada à substituição dos equipamentos atuais por tecnologia mais recente, com impacto na qualidade e eficácia dos tratamentos.

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