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Lista de espera para cuidados continuados no Alentejo quase duplica num ano e ultrapassa 200 utentes

Região regista aumento de cerca de 86% face a abril de 2025, com pressão concentrada nas unidades de convalescença e longa duração.

O número de utentes a aguardar vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) no Alentejo atingiu 210 pessoas a 30 de abril de 2026, quase duplicando face ao mesmo período do ano anterior, quando estavam registados 113 utentes em lista de espera.

Os dados oficiais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) indicam um aumento de 97 utentes num ano, o que representa uma subida de cerca de 85,8%.

Unidades de convalescença lideram aumento

A evolução é marcada por um crescimento expressivo nas Unidades de Convalescença (UC), que passam de 31 utentes em abril de 2025 para 86 em 2026, assumindo-se como a tipologia com maior número de pessoas em espera.

Também as Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM) registam um aumento, de 48 para 74 utentes, enquanto as Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR) sobem de 23 para 44 utentes.

No conjunto, estas três respostas concentram a totalidade do crescimento verificado na região.

Respostas domiciliárias com menor expressão

Em sentido inverso, as Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) apresentam uma redução, passando de 9 utentes em espera em 2025 para 6 em 2026.

Já a tipologia de Residência de Apoio Moderado (RAMo), que registava 2 utentes no ano passado, deixa de apresentar casos em lista de espera no período mais recente.

Pressão concentrada nas respostas de internamento

A distribuição dos dados evidencia uma concentração da procura nas respostas de internamento da RNCCI no Alentejo, com destaque para as unidades de convalescença e de longa duração.

Face ao ano anterior, verifica-se também uma alteração no padrão da procura: em 2025, a maior pressão estava nas ULDM, enquanto em 2026 essa posição passa a ser ocupada pelas UC.

Mais de duas centenas aguardam vaga no Alentejo

O total de 210 utentes em lista de espera no final de abril de 2026 representa o valor mais recente disponível para a região e traduz o nível de procura por cuidados continuados no Alentejo, de acordo com os dados do SNS.

A evolução anual aponta para um aumento da pressão sobre a rede, com particular incidência nas respostas que implicam internamento.

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