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Alentejo Central terá 30 equipas permanentes e quase 400 operacionais no combate a incêndios rurais (c/fotos)

O Alentejo Central terá quase 400 operacionais e 30 equipas permanentes no dispositivo de combate a incêndios rurais.

O Alentejo Central vai contar com 30 equipas de intervenção permanente e quase 400 operacionais no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026. O dispositivo foi apresentado esta terça-feira, em Estremoz, durante a sessão do Plano de Operações (PLANOP) Sub-Regional.

Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o 2.º Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, Fábio Pontes, destacou a capacidade operacional instalada no território e o reforço da preparação dos meios envolvidos no combate aos incêndios rurais.

Segundo o responsável, o dispositivo integra corpos de bombeiros, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, GNR, PSP, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), sapadores florestais e outros agentes de proteção civil.

«O dispositivo é composto por todas as entidades que participam e fazem parte da Proteção Civil», afirmou Fábio Pontes ao Jornal ODigital.pt.

30 equipas permanentes distribuídas pelos 14 concelhos

O principal eixo do dispositivo para 2026 assenta nas 30 equipas de intervenção permanente distribuídas pelos 14 municípios do Alentejo Central.

Cada equipa é composta por cinco elementos e assegura, na maioria dos casos, cobertura operacional entre as 06h00 e as 22h00.

«São equipas profissionais dos corpos de bombeiros», explicou Fábio Pontes, sublinhando que estas estruturas reforçam a capacidade de resposta diária dos corpos de bombeiros da sub-região.

O responsável destacou ainda que estas equipas permanentes funcionam em complemento ao restante dispositivo sazonal mobilizado durante os períodos de maior risco.

Na fase Delta, entre 1 de julho e 30 de setembro, considerada a mais crítica, o dispositivo no Alentejo Central poderá mobilizar até 393 operacionais e 99 veículos. Só nesta fase estarão disponíveis 24 equipas operacionais, 96 operacionais e 28 veículos diretamente integrados no DECIR.

Reforço da coordenação e do ataque inicial

Durante a apresentação do PLANOP DECIR’26 foi também destacada a estratégia de pré-posicionamento de meios em zonas consideradas mais críticas, tendo em conta o histórico de ocorrências e os níveis de prontidão operacional.

Fábio Pontes explicou que o objetivo passa por garantir uma resposta mais rápida e musculada nos primeiros momentos de um incêndio.

«Os nossos operadores têm dois minutos para mobilizar os meios necessários e nos últimos anos temos feito um despacho mais musculado para que os incêndios não tomem proporções maiores», afirmou ao Jornal ODigital.pt.

O responsável salientou ainda que os incêndios rurais apresentam hoje maior complexidade operacional. «Hoje em dia os incêndios são cada vez mais violentos e a segurança tem que ser o foco principal de quem se encontra no terreno», acrescentou.

Mais formação operacional em 2026

Outro dos aspetos destacados durante a apresentação foi o reforço da formação especializada destinada aos agentes de proteção civil.

Segundo Fábio Pontes, houve um aumento do número de ações de treino operacional e do número de operacionais envolvidos na formação.

«Passámos de 325 ações para 428», referiu o responsável.

As ações incluem formação em áreas como sistema de gestão de operações, reconhecimento e avaliação da situação, meteorologia aplicada aos incêndios rurais, ferramentas manuais e mecânicas e condução fora de estrada.

Serra d’Ossa mantém-se como área prioritária

No Alentejo Central, a Serra d’Ossa continua identificada como uma das principais áreas de preocupação devido à dimensão da mancha florestal existente.

Ainda assim, Fábio Pontes recordou que o histórico da sub-região apresenta maior incidência de incêndios agrícolas e em mato.

«Normalmente a maior parte das ocorrências ocorrem sempre no início do verão, devido às vezes aos trabalhos agrícolas», explicou ao Jornal ODigital.pt.

Além da Serra d’Ossa, as autoridades identificam também como áreas de risco acrescido as serras de Valverde e Monfurado, a zona de Portel e a Mata Nacional de Cabeção.

O dispositivo contará ainda com um helicóptero ligeiro de combate a incêndios entre 15 de maio e 30 de setembro.

Proteção Civil apela à prevenção

O 2.º Comandante Sub-Regional apelou ainda à limpeza de terrenos e à adoção de medidas preventivas antes do início da fase mais crítica do dispositivo.

«A limpeza dos terrenos é o mais importante. Porque terrenos limpos e caminhos acessíveis é meio caminho andado para que haja menos incêndios e para que os operacionais trabalhem com mais segurança e mais eficácia», afirmou ao Jornal ODigital.pt.

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