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Infarmed pede ao setor do medicamento que avalie riscos no abastecimento

O Infarmed pediu aos agentes económicos do setor do medicamento que avaliem potenciais riscos indiretos da guerra no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento, assim como a dependência de fornecedores e matérias-primas.

Segundo uma nota divulgada no ‘site’, o Infarmed pediu igualmente aos fabricantes, titulares, importadores, distribuidores por grosso e outros operadores que reforcem os mecanismos de monitorização dos níveis de ‘stock’ e da capacidade de fornecimento de produtos críticos e que comuniquem ao Infarmed “com a maior brevidade possível” quaisquer constrangimentos “atuais ou previsíveis” que possam comprometer a disponibilidade de medicamentos ou dispositivos médicos.

Esta posição, segundo explica a informação divulgada, foi tomada após uma reunião, em abril, entre o Infarmed, a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) e a Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde, que representa a indústria dos genéricos e biossimilares.

A Autoridade do Medicamento e Produtos de Saúde admite que eventuais perturbações na região do Médio Oriente poderão ter impacto na continuidade do abastecimento de determinados produtos de saúde no mercado europeu, mas reforçou que, até meados de abril (a reunião foi dia 14), não tinham sido comunicadas roturas.

O Infarmed manifestou ainda disponibilidade para “dar a máxima prioridade” à avaliação de processos relacionados com o registo de novos fabricantes, como consequência da situação de conflito no Médio Oriente, e pediu às empresas que apresentassem uma análise detalhada sobre os eventuais impactos associados a aumentos de preços.

Adiantou que continuará a acompanhar “de forma próxima” a evolução da situação, mantendo a articulação com as instâncias europeias competentes e adotando, sempre que necessário, as medidas adequadas de prevenção, mitigação e gestão de risco para salvaguardar a continuidade do abastecimento e a proteção da saúde pública.

No final de abril, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) alertou para a dificuldade na compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido à forte subida dos preços de matérias-primas causada pela guerra no Médio Oriente.

Também em abril, o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica) (Apifarma), João Almeida Lopes, admitiu que o preço dos medicamentos em Portugal vai subir “inevitavelmente” devido à inflação e ao aumento dos custos de materiais (plásticos, alumínio, transporte).

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