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Organizadores do festival de Évora defendem maior valorização dos músicos portugueses

Organizadores do Évora Chamber Music Series alertam para a falta de oportunidades para jovens músicos em Portugal.

Os organizadores do “Évora Chamber Music Series” consideram que muitos jovens músicos portugueses continuam a procurar oportunidades no estrangeiro devido à falta de valorização em Portugal.

As declarações foram feitas durante uma entrevista ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt, onde Tomás Rodrigues e Nuno Monteiro abordaram os desafios da formação artística e da profissionalização dos músicos.

«Temos neste momento a ser formados em Portugal muitos músicos de excelência que, por falta de oportunidades, acabam por ir para o estrangeiro», afirmou Tomás Rodrigues.

O estudante da Universidade de Évora defendeu que existe talento artístico no país, mas nem sempre acompanhado pelas condições necessárias para criar carreiras sustentáveis.

Investimentos elevados e dificuldades financeiras

Durante a conversa, os organizadores falaram também do esforço financeiro associado à formação musical.

Tomás Rodrigues explicou que um saxofone profissional pode custar entre quatro e dez mil euros, além dos custos regulares de manutenção e consumíveis.

Nuno Monteiro considerou que muitas pessoas desconhecem o investimento exigido aos jovens músicos.

«As pessoas muitas vezes não têm noção do investimento financeiro que fazem nos instrumentos», afirmou.

O organizador revelou ainda que conhece casos de estudantes que enfrentam dificuldades para continuar a estudar música.

«Tenho visto jovens que quase não têm possibilidades para continuar, mas não desistem», referiu.

Festival quer criar oportunidades

O “Évora Chamber Music Series” nasceu precisamente da vontade de dar visibilidade a jovens músicos da Universidade de Évora e criar novas oportunidades profissionais.

Segundo Nuno Monteiro, o objetivo passa por mostrar os estudantes não apenas como alunos, mas como músicos preparados para o mercado profissional.

«É preciso olhar para eles como músicos profissionais», afirmou.

O festival reúne mais de 70 músicos e 14 grupos em vários espaços históricos da cidade de Évora. Todos os concertos têm entrada gratuita.

A entrevista completa pode ser acompanhada no podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.

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