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IPBeja: Novo presidente quer um IPBeja mais ligado ao território, à ciência e à inovação

Aldo Passarinho tomou posse como presidente do IPBeja e defendeu uma instituição mais próxima do território, da ciência e da inovação.

O novo presidente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), Aldo Passarinho, defendeu esta terça-feira uma instituição mais próxima do território, com maior capacidade científica e preparada para responder às transformações económicas e sociais do Baixo Alentejo e do país.

Na cerimónia de tomada de posse, realizada em Beja, em decllarações ao Jornal ODigital.pt, o responsável apresentou as linhas orientadoras do mandato, apontando como prioridades a valorização das pessoas, o reforço da investigação aplicada, a internacionalização e o aprofundamento das ligações com empresas, autarquias e instituições da região.

«Queremos afirmar o IPBeja como uma instituição capaz de articular ensino, investigação, inovação e transferência de conhecimento ao serviço do território», afirmou Aldo Passarinho durante a intervenção.

“O verdadeiro campus do IPBeja estende-se ao território”

Um dos eixos centrais incidiu na relação entre o Instituto Politécnico de Beja e o território do Baixo Alentejo.

Aldo Passarinho apresentou o conceito estratégico de «campus expandido», defendendo que o ensino superior deve assumir uma presença mais ativa junto das comunidades e dos setores económicos.

«O verdadeiro campus do IPBeja estende-se ao território», afirmou, acrescentando que a instituição deve crescer através da cooperação com escolas, empresas, hospitais, autarquias e organizações locais.

O presidente do IPBeja sublinhou ainda que o conhecimento científico deve ser transformado em soluções concretas para a região, defendendo uma instituição «resolutiva» e com impacto direto na vida das pessoas.

Ensino superior do interior “não pode continuar a ser visto como periférico”

Nas palavras proferidas, Aldo Passarinho abordou também o debate em torno da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), considerando que os próximos anos poderão marcar uma nova etapa para o ensino superior politécnico em Portugal.

O responsável defendeu que o eventual processo de evolução para universidades politécnicas deve traduzir-se num reforço efetivo da capacidade científica e da autonomia das instituições.

«Portugal não pode continuar a olhar para o interior apenas como um espaço periférico», afirmou, defendendo o papel das instituições do interior na coesão territorial e no desenvolvimento regional.

Segundo Aldo Passarinho, o IPBeja deve assumir-se como parceiro estratégico em áreas como a agroindústria, gestão da água, energias renováveis, saúde, inovação social e transição digital.

Investigação, estudantes e sustentabilidade entre as prioridades

O novo presidente do IPBeja apontou igualmente o reforço da investigação aplicada como uma das prioridades do mandato.

«Precisamos de aumentar a produção científica, reforçar a participação em redes internacionais e aproximar ainda mais a investigação das necessidades do território», referiu.

Aldo Passarinho afirmou que a instituição pretende reforçar o apoio social, combater o abandono escolar e melhorar as condições de acolhimento no campus.

A sustentabilidade ambiental, social e financeira foi também destacada como uma das linhas estratégicas do novo ciclo institucional.

«A sustentabilidade não pode ser apenas um discurso. Tem de ser uma prática institucional», afirmou.

“O futuro começa hoje”

O novo presidente do IP Beja afirmou acreditar na capacidade do Instituto Politécnico de Beja para construir «um novo ciclo de desenvolvimento», sustentado na cooperação e na valorização das pessoas.

«O futuro do Instituto Politécnico de Beja não se constrói apenas administrando o presente. Constrói-se imaginando o futuro», afirmou.

O responsável concluiu defendendo um modelo de desenvolvimento em que «o interior do país deixa de ser visto como periferia e passa a ser entendido como espaço estratégico de inovação, sustentabilidade e qualidade de vida».

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