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Alentejo com mais de 17% da população em risco de pobreza, revela INE

O Alentejo registou, em 2024, uma taxa de risco de pobreza de 17,9%, superior à média nacional de 15,4%.
Os dados constam do Estudo às Condições de Vida e Rendimento 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.

Entre 2023 e 2024, o risco de pobreza aumentou no Alentejo. No mesmo período, a taxa nacional diminuiu 1,2 pontos percentuais.

Evolução regional desigual

O relatório indica que o agravamento do risco de pobreza ocorreu apenas no Alentejo, no Centro e no Oeste e Vale do Tejo. Nas restantes regiões, verificou-se uma redução da incidência da pobreza.

A Grande Lisboa apresentou o valor mais baixo do país, com 12,2%. O Algarve também ficou abaixo da média nacional, com uma taxa de 15,1%.

Linha de pobreza e rendimentos

Em 2024, a linha de pobreza nacional correspondeu a rendimentos anuais inferiores a 8.679 euros por adulto equivalente. No Alentejo, a mediana do rendimento por adulto equivalente fixou-se nos 13.866 euros.

Quando aplicada uma linha de pobreza regional, a taxa de risco de pobreza no Alentejo reduz-se para 15,1%.
Esta diferença reflete variações regionais nos níveis de rendimento e no custo de vida.

Grupos mais expostos

O risco de pobreza manteve-se mais elevado entre a população desempregada. A nível nacional, 42,6% dos desempregados encontravam-se em risco de pobreza em 2024.

Entre a população empregada, a taxa foi de 8,6%. As famílias com crianças e os agregados monoparentais apresentaram valores superiores à média.

Pobreza e exclusão social

Em 2025, 19,7% da população do Alentejo encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social. Este indicador combina pobreza monetária, privação material severa e baixa intensidade laboral.

A média nacional situou-se nos 18,6%. Apenas a Grande Lisboa e o Algarve registaram valores inferiores à média do país.

Impacto das transferências sociais

O INE destaca o papel das transferências sociais na redução do risco de pobreza. Em 2024, estas prestações reduziram a taxa nacional em 5,4 pontos percentuais.

Sem transferências sociais, mais de 40% da população residente estaria em risco de pobreza.
As pensões e apoios sociais continuam a ter um peso determinante na mitigação das desigualdades.

Os dados dizem respeito aos rendimentos de 2024 e têm desagregação regional ao nível NUTS II.

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