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Alentejo regista aumento da natalidade no primeiro semestre de 2025

O número de nascimentos aumentou significativamente no Alentejo durante os primeiros seis meses de 2025, segundo os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). A região destaca-se no panorama nacional com alguns dos crescimentos mais expressivos, designadamente nos distritos de Portalegre e Beja.

De acordo com a informação disponibilizada, o distrito de Portalegre registou um aumento de 12,1% face ao período homólogo de 2024, com um total de 278 recém-nascidos submetidos ao “teste do pezinho”. Já Beja teve um crescimento de 11,6%, correspondendo a 538 testes realizados. O distrito de Évora registou igualmente uma subida, ainda que mais moderada, com um aumento de 1,7% e um total de 545 rastreios efetuados.

No total nacional, foram estudados 42.250 recém-nascidos no âmbito do PNRN, mais 966 do que no primeiro semestre do ano anterior, em que tinham sido efetuados 41.284 rastreios. Os distritos com maior número de testes realizados foram Lisboa (13.007), Porto (7.432), Setúbal (3.329) e Braga (3.175). Em sentido inverso, os distritos de Bragança (260), Portalegre (278) e Guarda (326) apresentaram o menor número de recém-nascidos estudados.

O PNRN, em funcionamento desde 1979, assegura o rastreio precoce de 28 patologias em todos os recém-nascidos, incluindo hipotiroidismo congénito, fibrose quística, drepanocitose, atrofia muscular espinal e 24 doenças hereditárias do metabolismo. Desde abril de 2025, foi ainda incluída a Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) em regime de estudo-piloto.

O denominado “teste do pezinho” é realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida, através da recolha de gotas de sangue no pé do recém-nascido. Este procedimento permite o diagnóstico precoce de doenças que, se não detetadas atempadamente, podem causar consequências graves, como atrasos no desenvolvimento, alterações neurológicas e hepáticas, ou até situações de coma.

Todos os casos positivos são encaminhados para centros hospitalares especializados, permitindo uma intervenção precoce e ganhos relevantes em saúde pública.

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