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Arrendamento no Alentejo continua a subir e Évora regista uma das maiores subidas do país

As rendas no Alentejo continuam a subir no início de 2026, com Évora a registar um aumento homólogo de 20% e a atingir uma renda média de 1.200 euros em janeiro.

As rendas no Alentejo continuam a subir no início de 2026, com Évora a registar um aumento homólogo de 20% e a atingir uma renda média de 1.200 euros em janeiro. Os dados constam do Barómetro Geral divulgado pelo portal imobiliário Imovirtual, que analisa a evolução dos preços médios anunciados no mercado de arrendamento e venda em Portugal.

De acordo com o relatório, a renda média nacional alcançou os 1.450 euros em janeiro, o que representa uma subida de 16% face ao mesmo mês de 2025. No Sul do país, onde se integra o Alentejo, a pressão no mercado é ainda mais evidente, com a renda média regional também fixada nos 1.200 euros, refletindo uma valorização mensal de 9,1% e um crescimento anual de 20%.

Évora acompanha subida do Sul

No distrito de Évora, os valores seguem a tendência regional e colocam o arrendamento num novo patamar. O barómetro indica que Évora atingiu igualmente os 1.200 euros, após uma subida de 9,1% em comparação com dezembro e de 20% em termos homólogos.

Outros distritos alentejanos apresentam comportamentos distintos. Portalegre subiu para uma renda média de 610 euros, enquanto Beja registou uma descida mensal para 750 euros, embora mantenha ainda crescimento face ao ano anterior.

Venda de casas também sobe no Alentejo

No mercado de compra e venda, o preço médio nacional atingiu os 435 mil euros em janeiro de 2026, mais 11,5% do que no mesmo período de 2025. No Sul, o preço médio regional fixou-se nos 277 mil euros, com uma valorização anual de 16,6%.

No Alentejo, Portalegre registou uma das subidas mais expressivas do país, alcançando os 132 mil euros, o que representa um aumento anual de 29,4%. Beja também apresentou crescimento, com o valor médio de venda a situar-se nos 196 mil euros.

Pressão mantém-se no acesso à habitação

O Imovirtual destaca que o arrendamento continua a crescer a um ritmo superior ao da venda, intensificando a pressão sobre o acesso à habitação, sobretudo no Sul e em distritos onde a procura se mantém elevada.

O primeiro barómetro de 2026 confirma a continuidade dos desequilíbrios no mercado imobiliário português, com os valores de arrendamento e venda a manterem uma trajetória de subida no arranque do ano.

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