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Entrega de correio nos centros de Vila Viçosa e Borba é feita dia sim, dia não. CTT dizem que é devido à situação pandémica

Nas últimas semanas a distribuição de correio nas localidades de Borba e Vila Viçosa, no distrito de Évora, tem tido alguns constrangimentos ao nível de recursos humanos.

Segundo ODigital.pt nas últimas semanas a distribuição de correio nos centros de Vila Viçosa e Borba, tem ocorrido com intermitência, ou seja, dia sim dia não, o que pode levar a um atraso na recepção da correspondência.

De acordo com Fonte Oficial dos CTT, contactada pel’ODigital.pt, não nega toda a situação referindo que “este tempo atípico, os CTT precisam por vezes, de implementar modelos operacionais alternativos por forma a manter a operação de distribuição, seguindo sempre as orientações e regras de segurança da DGS. Estes modelos operacionais alternativos poderão em alguns casos e em algumas zonas do país, ter provocado atrasos e constrangimentos pontuais, tendo sido feito pelos CTT um esforço operacional adicional, em plena pandemia Covid-19, para que o impacto nas populações fosse o menor possível.”

Como referimos esta situação tem-se registado nas últimas semanas em Borba e Vila Viçosa, sendo que a mesma fonte dos CTT refere que estes constrangimentos poderão ter acontecido em mais locais do Alentejo, pois “com a atual pandemia, a operação nacional poderá ter sofrido pontuais constrangimentos devido a um fator de adaptação ao contexto que vivemos”.

Apesar de sabermos que estes constrangimentos se têm registado nos últimos tempos em Borba e Vila Viçosa, os CTT referem que esta é uma situação que “teve expressão sobretudo nos meses de Maio e Junho, e depois de reforço de meios físicos e de recursos humanos a distribuição tem vindo a regularizar”, no entanto a mesma fonte quis destacar que “os CTT continuaram próximos da população, na linha da frente, recompondo as suas operações e as suas equipas para garantir a prestação continuada dos seus serviços e mantendo uma elevada intensidade de contratação de trabalhadores, contribuindo, assim, para assegurar o funcionamento da economia e permitir que os portugueses acedessem a tudo o que necessitavam. Para tanto, os CTT estão desde o início de abril a reforçar as equipas com mais de 800 elementos, a maioria dos quais em funções de carteiro.”

Ainda segundo a mesma fonte oficial dos CTT, “o reforço ao nível dos recursos humanos, seja com contratos a termo para substituição de férias, com novos contratos por abertura de vagas programadas ou por aumento da atividade de encomendas, visou também suprir necessidades temporárias, um pouco por todo o país, para compensar o crescimento do absentismo resultante da situação de pandemia.”

Já sobre uma possível escassez de recursos humanos no Alentejo, a referida fonte salienta que “os CTT têm procurado, como sempre, alinhar as necessidades de recursos humanos ao tráfego existente visando permanentemente a maximização da qualidade de serviço.”

Já sobre se os referidos constrangimentos podem levar a um atraso na entrega das pensões, a fonte dos CTT salienta que “o pagamento de pensões é uma prioridade assumida desde sempre pelos CTT. Em particular, durante esta pandemia e para salvaguardar a segurança e bem-estar dos pensionistas, em articulação com as entidades oficiais e por iniciativa da Empresa, os CTT anteciparam a emissão e pagamento dos vales em dois dias úteis em março e em três dias úteis em abril e fasearam a sua distribuição. Além disso, reforçaram o serviço de pagamento do vale ao domicílio em março, para cerca de 50 mil dos cerca de 370 mil vales pagos pelos CTT, num serviço cujo custo adicional foi inteiramente suportado pela empresa. Os vales têm sido distribuídos e pagos dentro dos prazos definidos.”

ODigital.pt sabe também que devido a este e outros problemas o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações emitiu um pré-aviso de greve ao 2º Período de trabalho do Centro de Distribuição Postal de Vila Viçosa, de 12 a 21 de Agosto.

Segundo o documento do referido sindicado, a que ODigital.pt teve acesso, os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, nomeadamente a substituição dos trabalhadores em férias, a estabilização do quadro de carteiros, entre outras.

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