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Évora: Presidente do Fórum da Energia e Clima diz que é “necessária uma melhor concertação”

O presidente do Fórum da Energia e Clima, Ricardo Campos, disse esta semana que é “necessária uma melhor concertação” para que os projetos possam a avançar, no que diz à descarbonização e ao combate às alterações climáticas.

Ricardo Campo, falava a’ODigital.pt, durante a quarta edição do Energy and Climate Summit dedicada à Mobilidade e ao Transporte Ferroviário, que decorreu em Évora âmbito do Projeto GUARDIÕES, promovido pelo Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), em parceria com o Fórum da Energia e Clima (FEC) e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).

O presidente do Fórum da Energia e Clima começou por nos explicar que “o Fórum da Energia e Clima nasceu da vontade dos nove países da CPLP em unir a língua portuguesa, para desenvolver projetos de ação climática na área geográfica do nosso país e o fórum tem alguns projetos nesse sentido, sendo um deles o projeto Guardiões, que é um projeto que une a CCDR Alentejo, com o Politécnico de Portalegre e o Fórum da Energia e Clima”.

Sobre o trabalho que tem sido feito, Ricardo Campos garantiu que “temos trabalhado no sentido de encontrar soluções para o mundo que fala português e a mostrar que o Alentejo pode ser uma região modelo de transição e de inspiração para outras regiões do mundo, com as mesmas características e que precisam, tal como nós, fazer este caminho e foi isso que também aconteceu aqui em Évora durante estes dois dias”.

Questionado se há uma falta de vontades para mudar atitudes no combate às alterações climáticas, Ricardo Campos afirmou que “temos um problema que que é muito nosso, pois, conseguimos ser extraordinários muitas vezes em momentos de crise, como foi o caso da pandemia, mas depois, quando as coisas estão tem mais a ver com o nosso quotidiano, não conseguimos ser extraordinários e capitulamos muitas vezes naquilo que é o debate, que é o diálogo e somos pouco práticos na forma como muitas vezes dinamizamos e avançamos com os projetos e por isso às vezes é necessária uma melhor concertação”, acrescentando que “somos um país demasiado pequeno para haver uma competição tão grande até dentro do próprio país e acho que devia-se criar um clima de confiança e de diálogo, que é o que nós também perseguimos aqui nestas cimeiras”.

Não acho que haja falta de vontade para avançar com certos projetos, acho que a vontade existe, penso é que estamos a falar de transformações complexas, que demoram o seu tempo a fazer projetos, a lançar concurso e aí também temos muitas dificuldades com a nossa burocracia e as coisas acabam por levar muito tempo”, frisou.

Para Ricardo Campos, “agora vamos ter rios de capital que vão fluir para a transição, para as novas energias renováveis e isso é uma oportunidade de desenvolvimento económico para nós e isso seria importante que as empresas aproveitarem esta oportunidade, de se adaptarem a um tempo que aí vem e que seja uma oportunidade de desenvolvimento económico, porque é trágico nós vermos que temos um sistema científico e do conhecimento que gera talento, que gera valor e depois vermos essas pessoas irem lá para fora”.

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