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Grande greve da Função Pública paralisou serviços no Alentejo

A grande greve da Administração Pública, convocada pela Frente Comum, paralisou escolas, hospitais e serviços autárquicos em várias zonas do Alentejo.

A paralisação decorreu ao longo de sexta-feira e contou com forte adesão dos trabalhadores do Estado.

A greve visou contestar o desinvestimento nos serviços públicos e a falta de valorização das carreiras, críticas que os sindicatos dirigiram ao Governo.

Adesão elevada no Alentejo

No Alentejo, a greve teve expressiva adesão em setores como a educação, saúde e administração local.
Muitas escolas encerraram e consultas hospitalares foram adiadas em Évora, Beja e Portalegre.

Vários serviços municipais e culturais também funcionaram com serviços mínimos, incluindo museus e monumentos nacionais.

Os sindicatos locais destacaram “uma resposta inequívoca dos trabalhadores alentejanos à degradação das condições laborais”.

Professores, médicos e enfermeiros entre os mais mobilizados

A greve juntou professores, educadores, médicos, enfermeiros e funcionários das autarquias.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) realizou uma paralisação no mesmo dia, criticando a falta de negociação da carreira médica.

Os enfermeiros protestaram por um acordo coletivo justo e pela defesa de um Serviço Nacional de Saúde acessível.
Já os professores e investigadores exigiram melhores condições profissionais e salariais, bem como a valorização da escola pública e da ciência.

Sindicalistas voltam a apontar o dedo ao Governo

Durante a greve, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, afirmou que o Governo “está a comprar conflito social” e que os trabalhadores “não vão parar enquanto não houver mudanças nas políticas públicas”.

Em Beja, o secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, alertou que, se o Executivo mantiver o atual pacote de alterações à legislação laboral, “todas as formas de luta continuam em cima da mesa, incluindo uma greve geral”.

Aumentos salariais continuam em disputa

Os sindicatos consideram insuficiente o aumento salarial de 2,15% previsto para 2026, proposto pelo Governo no Orçamento do Estado.

A Frente Comum insiste num aumento mínimo de 150 euros ou 15%, defendendo que há margem orçamental se forem revistas as prioridades políticas.

A estrutura sindical, que representa 29 sindicatos da Administração Pública, classificou ainda o pacote de reforma laboral como “vergonhoso” e acusou o Executivo de promover uma “terraplanagem dos serviços públicos”.

Forte impacto em todo o território alentejano

A paralisação deixou escolas fechadas, centros de saúde condicionados e serviços camarários limitados em todo o Alentejo.

Em várias cidades, protestos e concentrações de trabalhadores marcaram o dia, simbolizando o descontentamento crescente na região com a falta de investimento público.

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