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Legislativas/Portalegre: Rogério Silva regressou à presidência da Câmara de Fronteira

O presidente da Câmara de Fronteira, Rogério Silva, que liderou a candidatura da Aliança Democrática (AD) por Portalegre nestas legislativas e não foi eleito deputado, retomou funções no município, disse hoje o próprio à agência Lusa.

“Eu regressei logo ontem [segunda-feira] ao serviço”, afirmou o autarca, de 43 anos, já está em funções para cumprir o que resta do seu terceiro e último mandato camarário.

Num círculo eleitoral que elege apenas dois deputados, a AD, coligação formada pelo PSD, CDS-PP e PPM, voltou a não conquistar qualquer mandato, tendo sido a terceira força política mais votada.

O antigo secretário de Estado do Planeamento, Ricardo Pinheiro, de 43 anos, foi o deputado eleito pelo PS, ficando o outro mandato por Portalegre ‘entregue’ ao cabeça de lista do Chega, Henrique de Freitas, de 62 anos, antigo secretário de Estado do PSD.

No círculo eleitoral de Portalegre, o PSD não elege nenhum deputado desde 2015.

Rogério Silva, que é também presidente da Comissão Política Distrital de Portalegre do PSD, considerou que, apesar do aumento da votação na AD nestas eleições, face às duas anteriores legislativas, tal “não foi suficiente” para eleger um deputado.

A subida do Chega neste distrito alentejano foi “muito exponencial”, principalmente no concelho de Elvas, onde o partido de André Ventura foi o mais votado, disse.

O social-democrata assinalou ainda que a eleição de um deputado do PS e consequente vitória socialista naquele distrito está relacionada com uma “razão sociológica”, porque “tendencialmente [aquele partido] consegue ganhar” eleições na região.

“A segunda força política, neste caso o Chega, vence porque, à semelhança do que acontece com a AD, apresenta um projeto de mudança face àquilo que é a governação do PS nos últimos oito anos”, argumentou.

Só que o Chega, acrescentou, “apresenta um projeto de mudança um tanto ou quanto mais radical, mais populista e que caiu mais facilmente nos ouvidos das pessoas que estão ressentidas”.

Para que seja possível ao PSD reconquistar um deputado por Portalegre, há que “governar bem” assim Luís Montenegro seja indigitado primeiro-ministro, argumentou Rogério Silva.

“A AD, sendo governo, tem de olhar definitivamente para o interior do país, nomeadamente para as zonas mais desfavorecidas”, alertou, defendendo a implementação de “medidas claras” nas quais “as pessoas se revejam”.

Em Portalegre, o PS foi o partido mais votado, obtendo 20.658 votos (34,05%), seguindo-se o Chega com 14.915 votos (24,59%) e a AD com 14.132 votos (23,30%), de acordo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI). Votaram 60.662 dos 93.106 inscritos (65,15%).

Previamente, o mapa oficial da Comissão Nacional de Eleições (CNE), publicado em Diário da República (DR), indicava 93.120 eleitores neste círculo eleitoral para as legislativas.

Nestas legislativas, AD conseguiu 79 deputados na Assembleia da República, contra 77 do PS (28,66%), seguindo-se o Chega com 48 deputados eleitos (18,06%).

A IL, com oito lugares, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro eleitos enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro deputados.

Estão ainda por apurar os quatro deputados pela emigração, o que só acontece no dia 20 de março. Só depois dessa data, e de ouvir os partidos com representação parlamentar, o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

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