InícioÚltimasMinistra diz que existem...

Ministra diz que existem 70 mil trabalhadores em situação irregular em empresas notificadas pela ACT

A ministra do Trabalho adiantou que existem 70 mil trabalhadores identificados pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) com contratos a termo em situação irregular e cujo prazo para a regularização termina no domingo.

Numa intervenção na Academia Socialista, que decorre até domingo no distrito de Évora, Ana Mendes Godinho detalhou que, na sequência de uma ação da Autoridade para as Condições do Trabalho, foram notificadas, em julho, 80 mil empresas com 350 mil trabalhadores “em situação irregular, porque tinham ultrapassado os prazos relativamente aos limites legais dos contratos a termo”.

Desses, afirmou a ministra, existem 70 mil trabalhadores cuja situação ainda não foi regularizada (num universo de 18 mil empresas) e que terão que o fazer.

“Se não corrigirem até dia 10 [de setembro], a partir daí a ACT vai ter outro tipo de intervenção, vai para o terreno para uma intervenção de fiscalização”, acrescentou a governante.

Realçando que a Agenda para o Trabalho Digno “assumiu um reforço da ACT”, a ministra explicou que estas notificações surgiram após uma “ação de cruzamento de dados”, na qual esta autoridade cruzou dados com a Segurança Social e com a base do Fundo de Compensação do Trabalho para detetar situações de trabalhadores “cujo contrato a termo já ultrapassou todos os prazos legais”.

Segundo Ana Mendes Godinho, o Governo está a considerar aplicar esta fórmula de cruzamento de dados também aos designados falsos recibos verdes.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social defendeu a necessidade de “ser implacável” em matéria laboral e vincou que “o compromisso com os jovens não é um compromisso teórico, é um compromisso real no dia-a-dia”.

Na sua intervenção, Ana Mendes Godinho disse ainda que em 2015 existiam no país 150 mil trabalhadores estrangeiros e atualmente existem cerca de 660 mil.

Perante uma plateia de jovens, a governante apelou ainda à participação ativa nos sindicatos e classificou como “inaceitável” que exista uma taxa de precariedade nos jovens de cerca de 58%, apesar de salientar que em 2015 era de 67%.

“Mas mesmo assim eu diria que é inaceitável, significa que nós como sociedade ainda não conseguimos dar o salto do ponto de vista de traduzir este compromisso que todos dizemos que temos com o país numa realidade concreta na mudança da forma como olhamos para os jovens no mercado de trabalho”, afirmou, numa intervenção na qual destacou várias das medidas do executivo no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, que entrou em vigor no passado dia 01 de maio.

Mais notícias

Mourão investe mais de 123 mil euros na ampliação dos Paços do Concelho

O Município de Mourão assinou, no passado dia 18 de maio, o contrato de...

Supremo Tribunal de Justiça absolve Câmara de Estremoz no caso das funcionárias do Centro de Saúde

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) absolveu o Município de Estremoz no processo relacionado...

Évora lança concurso público de 647 mil euros para serviços de limpeza urbana

O Município de Évora lançou um concurso público, com um preço base de 647.831,36...

ODigital.pt é um dos nomeados para os Prémios SAPO. Merecemos o seu voto?

O Jornal ODigital.pt está entre os nomeados da categoria “Melhor Parceiro Local” da 23.ª...

Unidade industrial de mármore em Vila Viçosa vai a leilão por mais de 4,9 milhões de euros

A unidade industrial da Marbrito – Indústrias Reunidas de Mármores SA, em Vila Viçosa,...

Câmara de Nisa avança com obra de mais de 108 mil euros nos Paços do Concelho

O Município de Nisa lançou um concurso público para a empreitada de conservação da...

MAI repete apelos para limpeza de terrenos porque verão pode ser “muito duro”

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reiterou o apelo para a limpeza dos...

Legado Operário de Évora nomeado para prémio nacional do sector mutualista

O Legado Operário de Évora está nomeado para um prémio nacional promovido pela União...

Alentejo com desemprego inferior à média nacional no arranque de 2026

A taxa de desemprego no Alentejo situou-se em 5,5% no primeiro trimestre de 2026,...

Mais visto