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Monforte quer transformar património e museus num novo motor turístico do concelho (c/fotos)

Monforte recebeu um colóquio sobre os museus portugueses e apresentou estratégia para criar um circuito museológico no concelho.

O Monforte Sacro recebeu esta quinta-feira, dia 14, o colóquio «Os Museus Portugueses nos últimos 50 anos. Que Futuro?», iniciativa promovida pelo Município de Monforte que reuniu responsáveis institucionais, especialistas e agentes culturais para debater os desafios actuais da museologia e o papel do património na valorização dos territórios.

A sessão de abertura contou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, do presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Joaquim Diogo, e do presidente da CCDR-Alentejo, Ricardo Pinheiro.

Neste evento paticiparam ainda, João Neto, Presidente da Associação Portuguesa de Museologia, Pedro Salvado, Diretor do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro (Fundão), André Veiga, Técnico Superior do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro (Fundão), Pedro Mendonça, Técnico Superior do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro (Fundão), entre outros.

Ao Jornal ODigital.pt, Miguel Rasquinho explicou que o encontro teve como objectivo promover uma reflexão sobre o futuro dos espaços museológicos, numa dimensão local e regional.

«Aquilo que nós queremos tratar é mesmo esta temática dos museus. Numa perspetiva concelhia e numa perspetiva local, mas também regional», afirmou o autarca.

Município quer criar circuito museológico em Monforte

Nas palavras proferidas, o presidente da Câmara revelou que o município pretende avançar com a criação de um circuito museológico integrado, associado ao património histórico e religioso do concelho.

«Nós temos aqui como grande objetivo fazer em Monforte um grande circuito de museus, particularmente aqui com Monforte Sacro, mas depois também com a Capela dos Ossos, com o Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, que estamos já neste momento a trabalhar no projeto e depois também com o Museu de Arte Sacra», explicou Miguel Rasquinho.

Segundo o autarca, este circuito ficará igualmente ligado às ruínas romanas de Torre de Palma, permitindo criar uma oferta cultural estruturada e complementar.

«Permite-nos ter aqui uma oferta no que diz respeito aos museus, que naturalmente potenciará o turismo em Monforte», acrescentou.

Especialistas analisaram desafios da museologia

O programa integrou intervenções de especialistas ligados ao sector museológico, entre os quais Luís Raposo, antigo presidente do ICOM Europa, e João Neto, presidente da Associação Portuguesa de Museologia.

Durante o colóquio foram debatidos temas relacionados com a preservação do património, os desafios da conservação e a necessidade de modernizar os espaços museológicos.

Miguel Rasquinho sublinhou que o município pretende recolher contributos técnicos que ajudem a definir a estratégia futura para os equipamentos culturais do concelho.

«Criarmos um circuito, temos de saber o que é que estamos a criar e como é que estamos a criar, para onde é que nos vamos dirigir», referiu.

O autarca destacou ainda a importância do futuro Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, considerando essencial preservar a ligação desta tradição ao concelho.

«Temos que saber como é que ali nasceram, como é que ali foram criados, qual o percurso que eles tiveram», afirmou Miguel Rasquinho, defendendo que os Bonecos de Santo Aleixo devem continuar associados à identidade cultural de Monforte.

Cultura vista como complemento ao investimento turístico

O presidente da Câmara destacou também o crescimento do investimento turístico no concelho, defendendo que a valorização cultural deve acompanhar esse desenvolvimento.

«Precisamos de os trazer a Monforte, precisamos de os trazer às nossas freguesias. Precisamos de ter as portas abertas para receber e mostrar tudo aquilo que temos para lhe oferecer», afirmou.

Entre os investimentos referidos pelo autarca encontra-se um projecto turístico na Herdade da Rosa, avaliado em cerca de 16 milhões de euros.

O evento terminou com uma componente cultural e patrimonial, que incluiu a actuação da Tuna da Universidade Sénior de Monforte e visitas guiadas à Igreja da Madalena e à Capela dos Ossos.

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