A Câmara de Évora lançou um programa para incentivar a pintura das fachadas do centro histórico, ‘palco’ da Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2027 e que assinala 40 anos da classificação pela UNESCO, foi hoje divulgado.
“Temos que preparar o nosso centro histórico para acolher a CEC em 2027 e já este ano celebramos os 40 anos da classificação como Património Mundial pela UNESCO”, afirmou à agência Lusa Teresa Batista, da Câmara de Évora.
Teresa Batista, chefe de gabinete do presidente do município, Carlos Zorrinho (PS), apresentou o programa na reunião de câmara de quinta-feira, como vereadora em substituição do vice-presidente, Jerónimo José.
A responsável salientou que a iniciativa pretende “mobilizar os proprietários dos edifícios e monumentos do centro histórico para a pintura e caiação das suas fachadas”, para que esta zona nobre da cidade fique “de cara lavada”.
Uma estimativa apurou que “só para as principais artérias do centro histórico seriam 55 mil metros quadrados de paredes para pintar”, adiantou, referindo que os serviços municipais, a junta e a associação de moradores vão fazer um levantamento.
O programa “Casario Branco”, que deverá arrancar em julho, é dinamizado pelo município em parceria com o Núcleo Empresarial da Região de Évora, Fundação Eugénio de Almeida, Junta de Freguesia e associação de moradores, entre outras entidades.
Assinalando que o programa não pressupõe orçamento, Teresa Batista explicou que se pretende angariar outros parceiros e mecenas para financiar a aquisição de tintas, cal e materiais.
“Não tem um orçamento porque, no fundo, queremos mobilizar os empresários e mecenas a doar tintas e materiais e também os proprietários para eles próprios terem iniciativa de pintar as fachadas”, realçou.
Os interessados, segundo a responsável, devem apresentar candidatura ao programa e, se for aprovada, será atribuído o apoio em género, ficando o beneficiário com um prazo definido para a concretização da pintura.
“Foram definidos escalões” que determinam o nível de apoio a que tem direito cada proprietário, revelou, frisando que “nem todos vão ter acesso gratuito às tintas, mas todos vão ter acesso, pelo menos, às tintas a preços mais baixos”.
Para os proprietários idosos e pessoas em situação vulnerável, “serão facultadas as tintas ou a cal e, se possível, materiais e também tentaremos, com voluntariado, ajudar” na execução dos trabalhos, disse.
Teresa Batista acrescentou que o programa, que se estende até 2029, vai abranger para já o centro histórico, esperando que a iniciativa possa ser no futuro alargada a outras áreas da cidade.
O centro histórico de Évora foi reconhecido em 25 de novembro de 1986 como Património Mundial pela UNESCO e a cidade vai ser CEC em 2027.

















