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Preços dos suínos caem pela 11.ª semana consecutiva em Portugal, com impacto no Alentejo

As cotações médias nacionais dos porcos das classes E e S voltaram a descer entre 29 de setembro e 5 de outubro de 2025, segundo dados do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA) do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral.

De acordo com o relatório, as descidas rondaram os cinco cêntimos por quilo, registando-se a 11.ª semana consecutiva de quebra nos preços. Além disso, as cotações dos leitões até 12 quilos e dos de 19 a 25 quilos desceram 27 e 15 cêntimos por quilo, respetivamente.

Entretanto, na Europa, os preços dos porcos de engorda também recuaram em Espanha, Portugal, França e nos Países Baixos, mantendo-se estáveis na Alemanha e na Dinamarca.

No Alentejo, a oferta de suínos para abate foi considerada relativamente abundante e a procura manteve-se média. As cotações dos porcos das classes E e S diminuíram três cêntimos por quilo, enquanto os leitões de todas as categorias registaram quedas de 15 cêntimos por quilo.

Por outro lado, o boletim do SIMA indica que o preço médio nacional do porco classe E à entrada do matadouro fixou-se em 2,03 euros por quilo de peso carcaça. Já o leitão de até 12 quilos atingiu 4,63 euros por quilo de peso vivo, refletindo um recuo face à semana anterior.

Em termos mensais, setembro registou também uma quebra acentuada nos preços dos suínos face a agosto, com o porco classe E a descer 6,6%, situando-se nos 2,14 euros por quilo.

Ainda assim, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam um aumento global nos abates de suínos aprovados para consumo no período de janeiro a julho, com uma subida de 4,2% no número de cabeças e 6% em tonelagem. O crescimento mais significativo ocorreu nos reprodutores, com um acréscimo de 43,7%.

Por fim, o comércio internacional do setor apresentou um saldo negativo de 232 milhões de euros, agravando o défice em 5,5% face a 2024. As exportações de carne fresca e refrigerada cresceram 6,5%, enquanto as importações de carne congelada caíram 10,8%.

Os dados demonstram que o setor suinícola atravessa uma fase de ajustamento, marcada por descidas sucessivas nos preços e maior pressão sobre os produtores, sobretudo no Alentejo, onde a oferta permanece elevada.

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