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Produção de vinho alentejano desce para 85 milhões de litros, mas qualidade surpreende

A produção de vinho no Alentejo registou uma quebra significativa em 2025, estimada em cerca de 30%, de acordo com Luís Sequeira, presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA). A redução resulta, sobretudo, das temperaturas extremas registadas entre junho e julho, que afetaram fortemente a maturação das uvas.

Segundo Luís Sequeira, a região foi «uma das mais afetadas pela quebra de produção». O responsável recorda que «nos últimos anos, o Alentejo tem produzido, em média, cerca de 113 milhões de litros de vinho», mas que «em 2025, o volume ficará abaixo dos 85 milhões de litros».

Apesar da diminuição na quantidade, a qualidade do vinho é descrita como «extraordinária». «Temos essa indicação pela esmagadora maioria dos agentes económicos do Alentejo», sublinhou o presidente da CVRA, destacando que o esforço dos produtores e as condições de maturação acabaram por permitir uma colheita de elevada qualidade.

Impacto no mercado e necessidade de recorrer a stocks

A quebra na produção terá implicações diretas na capacidade de resposta às necessidades comerciais da região. «O Alentejo comercializa por ano mais de 92 milhões de litros de vinho, o que quer dizer que este ano é deficitário», explicou Luís Sequeira.

Para colmatar essa diferença, a CVRA admite que será necessário recorrer aos stocks existentes, de modo a «acomodar as necessidades de comercialização para o ano de 2026». Ainda que a situação não seja considerada alarmante, o dirigente alerta que «essa pressão sobre as existências será sentida no próximo ano».

Um ano de contrastes

O presidente da CVRA resume 2025 como um ano de contrastes para o setor vitivinícola alentejano: uma produção reduzida, mas de grande qualidade. «Foi um ano menos bom em quantidade, mas felizmente com uma compensação pela qualidade extraordinária dos vinhos», afirmou.

A CVRA continua a acompanhar a evolução do mercado e das condições climáticas, reforçando a importância da adaptação às alterações do clima e da gestão eficiente das reservas para garantir a sustentabilidade do setor.

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