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“Que o Alentejo não fique mais uma vez para trás” disse Ceia da Silva, na discussão do Plano Ferroviário Nacional

Na passada semana, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) recebeu uma das sessões públicas regionais com vista à elaboração do Plano Ferroviário Nacional (PFN).

Uma sessão que teve como objetivo identificar as necessidades da região, recolher contributos para o documento, ouvir as expetativas e perceber quais as ambições concretas que cada população e meio empresarial das respetivas regiões tem para o transporte ferroviário de passageiros e mercadorias.

Segundo António Ceia da Silva, presidente da CCDRA, nesta sessão que decorreu no Alentejo “discutiu-se o Plano Ferroviário Nacional, em que se falou de algumas ligações que estão praticamente asseguradas nesse plano para o Alentejo e que são decisivas”.

Ceia da Silva destacou “a ligação que já está a ser construída entre Évora e Elvas e que vai permitir velocidades entre 250 e os 300 km/h, sendo que vai permitir o transporte de passageiros para além das mercadorias”, referindo que está prevista a “melhoria da linha do Poceirão, que são ali cerca de 20km o que vai permitir que Lisboa fique a 1h45m do Caia”.

O presidente da CCDRA referiu que nesta reunião falou-se da importância “da construção da terceira ponte sobre o Tejo, que está prevista no Plano Nacional de Investimentos para 2030, que vai permitir que Évora possa ficar a 45m de Lisboa, o que significa que todo o Alentejo vai beneficiar com isso”.

A eletrificação da Linha do Leste, a ligação à cidade de Portalegre, que é uma das poucas capitais de distrito que não tem de fato estação no centro da cidade, a eletrificação da linha que liga Sines a Beja e ao aeroporto, a ligação Casa Branca a Beja”, são outros dos projetos que foram indicados na sessão para integrarem o referido plano ferroviário, revelou Ceia da Silva.

Nesta sessão “o pedi ao coordenador do Plano Ferroviário Nacional, é que o Alentejo não fique mais uma vez para trás, ou seja, que estes investimentos fiquem assegurados no Plano Ferroviário Nacional, porque o que importa é que haja investimentos destes que não sejam feitos daqui a 10 anos, portanto, mais uma vez que não seja o Litoral o primeiro e o Alentejo seja sempre para o fim”, vincou Ceia da Silva.

Ceia da Silva deixou claro que “temos condições para ter investimentos na área da ferrovia no Alentejo, o que é decisivo para o desenvolvimento do território.”

Recorde-se que a auscultação às regiões faz parte da primeira fase de elaboração do Plano Ferroviário Nacional, apresentado no dia 19 de abril de 2021. Desde então, o Governo já recebeu 228 contributos de cidadãos individuais, associações de cidadãos, ligadas ao setor empresarial ou à defesa do ambiente, entre outros.

Uma vez terminado este périplo pelo país e recolhidos todos os contributos, o Governo dará início à fase de redação do Plano, que se espera estar concluído, após consulta pública, no primeiro semestre de 2022.

O PFN é o instrumento que irá definir a rede ferroviária que assegura as comunicações de interesse nacional e internacional em Portugal. Com este plano, pretende-se conferir estabilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo.

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