O Tribunal de Beja começou esta segunda-feira a julgar 20 arguidos suspeitos de integrarem uma rede criminosa que operava na cidade, alegadamente envolvida em tráfico de droga e outros crimes.
Segundo o Correio da Manhã, os estupefacientes eram escondidos em tampas de esgoto e caixotes do lixo antes de serem entregues aos consumidores.
Os arguidos, 15 homens e cinco mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos, respondem por um total de 55 crimes, incluindo tráfico de estupefacientes, roubo, furto, burla informática, ofensa à integridade física qualificada e branqueamento de capitais.
Droga era vendida no centro de Beja
De acordo com o Correio da Manhã, durante a primeira sessão do julgamento foi ouvido um agente da PSP que participou na investigação. A testemunha relatou que vários elementos do grupo efetuavam vendas de droga na Praça da República, no centro de Beja.
Segundo o agente, os suspeitos recorriam a vários esconderijos para armazenar os estupefacientes antes das transações. “A droga era escondida em tampas de esgoto e baldes do lixo”, afirmou em tribunal, citado pelo jornal.
Investigação começou após furto de canábis medicinal
O processo teve origem em 2023, após um assalto a uma empresa de produção de canábis para fins medicinais localizada em Beja. De acordo com a acusação, os suspeitos terão furtado quase 100 mil euros em produto, que posteriormente passou a ser comercializado através da rede agora em julgamento.
A investigação conduzida pelas autoridades permitiu identificar os alegados membros do grupo e travar a atividade criminosa durante o ano passado.
Onze arguidos estão detidos
Entre os 20 arguidos, 11 encontram-se atualmente detidos. Destes, seis estão sujeitos à medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
O julgamento prossegue no Tribunal de Beja, onde continuarão a ser ouvidas testemunhas e analisadas as provas reunidas durante a investigação.


















