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Redondo: Manuel Cabaço apresentou livro que é “uma viagem ao mundo dos heterónimos e dos pseudónimos” (c/fotos)

O Centro Cultural de Redondo recebeu, este sábado, o lançamento de mais uma obra literária, nomeadamente o livro “Inapropriadamente Próprio”, da autoria de Manuel Cabaço.

A obra, com a chancela da editora Cordel de Prata, foi apresentada num ato que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, do CEO da editora, Luís Rodrigues, o autor Manuel Cabaço e um amigo do autor, Nuno Festas, sendo que na plateia estiveram outros representantes autárquicos, amigos, familiares e redondenses.

Em declarações a’ODigital.pt, o autor explica que “esta é uma obra de ficção, é uma obra que no fundo acaba por ser uma viagem ao mundo dos heterónimos e dos pseudónimos e é uma obra muito pessoal, onde eu me cruzo com outros eus e onde eu acredito que quem ler também vai desfrutar”.

Manuel Cabaço referiu que o “’Inapropriadamente Próprio’ é muito isto, é muito uma forma inapropriadamente de se escrever, porque não é muito comum um livro onde dialogamos sempre com o próprio autor a dialogar com ele próprio e com as suas próprias personagens que ele inventa, os tais heterónimos e pseudônimos, que acaba por ser uma grande viagem que é preciso entendê-la, mas também desfrutar da leitura da mesma.”

Acredito que será uma entrevista, mas muito complicada porque muitos daqueles eus, muitos daqueles heterónimos não costumam “andar na rua”, costumam andar fechados em casa e apenas se soltam quando tenho a caneta e o papel ao lado e para escrever, mas sim em parte também é uma entrevista àquilo que eu penso no dia a dia, aos meus pensamentos e acaba muito por ser por aí”, disse o autor redondense.

Já sobre o fato de apresentar o livro na sua terra natal, Manuel Cabaço referiu que “já fiz apresentações em vários locais e já apresentei inclusive livros de outros autores e nunca me senti nervoso e hoje confesso que estava mesmo muito nervoso, porque estas pessoas daqui conhecem o Manuel que aprendeu a falar, que aprendeu a andar e que aprendeu a cair de bicicleta e noutros âmbitos o meu público é sempre de pessoas que já me conhecem de uma fase adulta para a frente e nunca as raízes, pelo que, foi muito especial e estava muito nervoso por isso”.

O autor concluiu referindo que “neste momento o livro já está disponível no site da editora Cordel de Prata, já está disponível no site da wook.pt e no site da Bertrand.pt, contudo, no futuro vamos ter muitos locais de venda principalmente venda física.

ODigital.pt falou também com o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, que deixou claro que “o Centro Cultural é multifacetado e efetivamente acabamos por durante o próximo mandato querer ter um programa cultural variado, que vai da literatura, ao Jazz, à nossa música popular, as gentes da nossa terra, ou seja, queremos abarcar uma série de eventos que nos permitam fazer com que a cultura chegue a todos os públicos-alvo.”

Já sobre o livro apresentado, David Galego disse que “temos aqui um filho da terra, o Manuel Cabaço, um jovem talentoso, um homem do design, mas que também faz incursões pela literatura, pela música e pela escrita. E é com grande orgulho que acabamos por receber este jovem e a sua obra. Aliás uma obra que teve foi o quinto número de vendas da Cordel de Prata na Feira do Livro de Lisboa, o que é o reconhecimento de que o trabalho do Manuel está a ser reconhecido pelos públicos”.

Já sobre o Redondo continuar a ser uma terra de artistas nas mais diversas áreas, o autarca salientou que “da música às artes plásticas e à própria arte de fazer as flores, temos uma diversidade tremenda de autores, de produtores que engrandecem o nome da nossa terra e essa valorização até por via também do associativismo, que não vamos deixar de perder, vamos apoiar muitas destas iniciativas precisamente porque há uma vontade no dia a dia da nossa terra de produzir cultura, qualidade, diversidade e é esse o desígnio que a Câmara Municipal”

Sobre a continuidade do apoio a este tipo de iniciativa, o edil disse que “visitámos as associações, já tive oportunidade até de falar com músicos da nossa terra, agora já no início do mandato e toda essa diversidade cultural tem que ser promovida por cada um dos organismos, até mesmo numa perspetiva de serem eles próprios a fazer as suas criações e claro iremos valorizar aquilo que eles próprios criem”.

Fique de seguida com as imagens desta apresentação, numa reportagem de Hugo Calado:

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