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Reg. de Monsaraz assinala 107 anos do Armistício: Núcleo de Combatentes pede mais apoio aos antigos combatentes (c/fotos)

A cerimónia do 107º Aniversário do Armistício da Grande Guerra foi assinalada em Reguengos de Monsaraz com um apelo forte ao cuidado dos antigos combatentes e das suas famílias.

Fernando Couto, presidente do Núcleo de Reguengos de Monsaraz da Liga dos Combatentes, destacou que se tratou de “uma cerimónia simples, mas cheia de significado para os combatentes de Portugal”.

Memória da Grande Guerra e dos que deram a vida

No discurso, Fernando Couto lembrou que é dever coletivo “homenagear e manter viva a memória” dos militares que lutaram e morreram na Batalha de La Lys e em África.

Sublinhou ainda que a Liga dos Combatentes, através dos seus 145 núcleos, mantém essa missão “ativa” com cerimónias como o Armistício, o Dia do Combatente e o Dia dos Capacetes Azuis.

Prioridade aos combatentes vivos, esposas e viúvas

Sem se alongar sobre o contexto histórico do Armistício, Fernando Couto disse que preferia focar-se “essencialmente nos combatentes, nas suas esposas e nas viúvas dos combatentes”.

Para o presidente, homenagear quem partiu tem a sua relevância, mas “o mais importante é cuidarmos dos combatentes portugueses vivos”.

Recordou também o serviço militar português em várias frentes, como nas missões na Índia, Timor, Angola e Moçambique e também no Kosovo, Bósnia-Herzegovina, República Centro-Africana e Roménia.

Direitos por reconhecer e medidas já conquistadas

Fernando Couto avisou que, décadas depois da Guerra do Ultramar, há militares e viúvas que “ainda não foram reconhecidos os seus direitos morais e materiais”.

Apontou também resultados do trabalho da Liga junto dos governos, entre eles, o Complemento Especial de Pensão aprovado em 2002 e o suplemento de pensão para viúvas em 2009.

O presidente destacou ainda o cartão de antigo combatente, criado em 2020, dizendo que garante medicamentos comparticipados em 50% este ano e 100% a partir de janeiro do próximo.

“Problema grave” na regularização junto da Defesa

Apesar dos avanços, Fernando Couto alertou para um entrave que considera sério: “A maior parte dos combatentes não tem a sua situação regularizada junto do Ministério da Defesa Nacional”.

Desta forma, sem essa regularização, muitos ficam impedidos de “aceder aos benefícios previstos”. Por isso, deixou um apelo direto para que antigos combatentes e familiares procurem “apoio”.

“Contactem os núcleos, para que nós os ajudamos a resolver estas situações”, atirou, lembrando que, sem isso, “nunca chegarão a ter direito aos direitos que têm”.

De seguida, fique com a foto-reportagem da cerimónia.

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