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Segunda volta: A afirmação de um sentimento predominante

Há décadas que a nossa Democracia não nos dava um momento político tão intenso numas Eleições Presidenciais. Talvez desde 1986, há precisamente 40 anos, com a disputa entre Soares e Freitas do Amaral, que não vivíamos um acontecimento tão marcante do ponto de vista político.

Há décadas que a nossa Democracia não nos dava um momento político tão intenso numas Eleições Presidenciais. Talvez desde 1986, há precisamente 40 anos, com a disputa entre Soares e Freitas do Amaral, que não vivíamos um acontecimento tão marcante do ponto de vista político.

Se na altura o que estava em causa era o binómio Esquerda vs Direita, hoje não é a isso que assistimos. Nem sequer a uma divisão entre progressistas e conservadores. Hoje é claro: A disputa é entre quem acredita na Democratas Liberal em que vivemos e os que defendem o Populismo como alternativa.

Um guiado pela linha fundadora da Democracia Portuguesa, liderada por Soares, Sá Carneiro, Cunhal, Amaro da Costa, Freitas, Ramalho Eanes e outro na linha moderna internacional de Trump, Bolsonaro, Milei, Órban, Kaczynski, Le Pen e Meloni (embora menos).

Um procurando o equilíbrio nos consensos estabilizadores, outro nas fraturas étnicas, raciais, políticas, económicas e sociais. 

A verdade é que, após a vitória de António José Seguro, na primeira volta das Eleições Presidenciais – até acima do que os melhores cenários faziam supor – o arranque da Segunda Volta destas Eleições fica marcado por uma aliança clara entre todos os, verdadeiramente, Democratas, contra o movimento populista liderado por Ventura.

É, pois, caso para dizer que estamos perante uma verdadeira avaliação à Democracia Portuguesa após quase 52 anos da sua implantação. Razão pela qual não são estranhos os apoios de quase todos os demais candidatos presidenciais da Primeira Volta, líderes de quase todos os Partidos Políticos, movimento associativo social, ex-líderes e membros de Governo de todas as áreas, movimento representativo da academia portuguesa e nomes consideráveis ligados à economia portuguesa.

O único elemento estranho é meso a liderança do PSD e CDS ficar de fora de um raciocino óbvio e perigoso. O tacticismo e calculismos partidários não podem nunca superar os valores superiores da nossa República e da Democracia Portuguesa.

Aqui, pelo nosso Alentejo, o sentimento é predominantemente á favor do equilíbrio, do consenso e da razoabilidade que António José Seguro já demonstrou ter. Uns de forma mais ou menos natural, outros com a noção clara dos riscos que poderemos correr.

Mas é importante lembrar que no final do dia, não serão as sondagens a eleger o nosso próximo Presidente da República, mas sim os Portugueses. Acredito que a sensatez dos Alentejanos e dos Portugueses em geral vai imperar e eleger o candidato que melhor representa o sentimento predominante de todos.

A Democracia primeiro!

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