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Setor Social: Falta de recursos humanos e formação preocupam responsáveis

À margem da inauguração do UNITATE Campus, a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, sublinhou aos jornalistas que a falta de recursos humanos e a formação no setor social são preocupações deste governo.

«A questão dos recursos humanos no sector social é, de facto, uma questão que tem de ser colocada em cima da mesa e há também a preocupação ao nível da formação», destacou.

A Secretária de Estado afirmou também que se deve «olhar mais para o setor social, na perspetiva dos trabalhadores», no sentido do «problema do recrutamento» e nos futuros «desafios».

Exemplificou com a questão da demência e do Alzheimer, pois «o nosso objetivo é que sempre que o destinatário do apoio domiciliário, tenha uma situação de Alzheimer ou uma situação mais particular, que a pessoa que vai cuidar tenha essa formação».

«Cada vez mais temos de apostar na formação, porque, hoje em dia, eles fazem um trabalho de facto que já exige um conhecimento além daquilo que era o conhecimento que se exigia há uns anos atrás», concluiu.

Uma visão que foi corroborada, na sua generalidade, por Tiago Abalroado, presidente da UNITATE, também ele à margem do evento.

Vincou que o Campus pode levar a «experiência que temos no contacto com as IPSS» para o terreno. Até porque, «ao longo da nossa existência, já formámos mais de 10 mil pessoas, todas elas ligadas ao setor social», confessou o presidente.

Segundo o próprio, «isto mostra bem o nosso contacto direto e permanente com o setor», mas «há que que dar o passo para os operacionais», já que a UNITATE tem trabalhado «muito ao nível dos técnicos superiores, dirigentes e voluntários».

Tiago Abalroado referiu que as pessoas para trabalhar no setor «escasseiam» e «há que inverter esse ciclo»

Como possíveis soluções, o presidente da entidade atirou que se deve «tornar as IPSS mais atrativas para o mercado de trabalho» e que depois «temos de as dotar de condições para poderem fazer melhor esse trabalho».

Só assim poderiam «deixar de ser o parente pobre na visão das pessoas» e por isso, «temos de trabalhar para torná-lo relevante e um setor de referência na economia, como ele merece ser».

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