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Jovens alentejanos lideram consumo de álcool e tabaco em Portugal, revela ICAD

O Alentejo é a região portuguesa que apresenta as taxas de experimentação de álcool e tabaco mais elevadas em jovens com 18 anos, segundo o Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD).

Taxa de Experimentação

No âmbito de um inquérito aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional, o instituto revela que 85% dos jovens alentejanos já experimentaram álcool e que 56,8% já experimentaram tabaco.

Números estes que se encontram acima da média nacional, que são de 76,9% e 43,8%, respetivamente.

No entanto, o mesmo relatório destaca que o Alentejo apresenta também números elevados no uso de tranquilizantes/ Sedativos não-prescritos (6,9%), sendo a maior percentagem em Portugal Continental.

Em contraste, está a taxa de experimentação de substâncias ilícitas, onde a região é a que registou a percentagem menor (26,8%).

Utilização de substâncias

Por sua vez, os dados referentes à utilização de substâncias nos últimos doze meses acompanham os dados anteriormente referidos.

Isto porque, no caso do consumo de álcool, 82% dos jovens alentejanos apresentam um consumo regular de bebidas alcoólicas no último ano. No caso do tabaco, a percentagem é de 50,4%.

Estes dados são superiores à média nacional, onde o consumo de álcool se fixou nos 74,2% e o consumo de tabaco nos 37,7%.

Ainda nos números negativos para a região, o Alentejo é onde, em Portugal Continental, os jovens mais consumiram tranquilizantes/ sedativos não-prescritos, registando uma percentagem de 5,2.

Drogas mais consumidas

Já nas substâncias ilícitas, a conclusão do relatório é que a região é onde se consumiu menos drogas em Portugal Continental (21,2%), porém os dados apontam que a canábis é a droga mais consumida, representando 24,8%.

Na lista, a seguinte substância mais consumida foram as Anfetaminas/ Metanfetaminas com 7%, seguidas da cocaína (3,8%) e Novas Substâncias Psicoativas (3,8%), dos Alucinogénios (3,5%) e da Heroína (2,1%).

Quanto aos comportamentos de risco acrescido em análise no presente estudo, é também no Alentejo que se regista o maior consumo binge de bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses (60%), muito acima do total nacional (+13 pontos percentuais).

Também no indicador da embriaguez severa nos últimos 12 meses, o Alentejo destaca-se das restantes regiões, registando a maior prevalência do país (44%).

Quanto à embriaguez ligeira nos últimos 12 meses, verifica-se a mesma tendência, com o Alentejo (69%) a destacar-se por valores muito acima do total nacional (+11 pontos percentuais).

O Alentejo (25%) é também a região onde mais jovens associaram, na mesma ocasião, duas ou mais substâncias lícitas e/ou ilícitas nos últimos 12 meses.

Utilização da Internet

Em relação à utilização da Internet, o Alentejo inverte a tendência das substâncias, mesmo que seja uma prática cada vez mais massificada entre os jovens.

No que diz respeito às pesquisas online para ler ou estudar, a maioria dos jovens portugueses declara utilizar a Internet para obter esse tipo de informação, mas a percentagem é menor no Alentejo (74%).

Já na utilização de Redes Sociais Digitais, não existe grande diferença de região para região. Porém, o Alentejo encontra-se com uma percentagem de 96,9.

Neste tópico, mais especificamente, a procura de filmes, vídeos e tutoriais é também ela menor no Alentejo (91,6%). Por sua vez, a procura por jogos online encontra-se nos 59,3% e a de jogos de apostas online encontra-se nos 17,6%.

Conclusões do estudo

Entre 2023 e 2024, o Alentejo registou descidas em todos os indicadores, com exceção dos jogos de apostas online (+4%), dos problemas decorrentes do consumo de drogas ilícitas (menos que +2%) e do consumo diário de álcool, cuja prevalência não se alterou.

O Alentejo foi a região onde os problemas relacionados com a utilização da Internet mais desceu (-3%), sendo uma das duas regiões onde isso aconteceu.

A descida na experimentação e consumo recente de tranquilizantes/sedativos sem indicação médica registada no Alentejo foi menor do que no conjunto do país, acontecendo o mesmo no que se refere à experiência de problemas decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas.

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