O PS pediu ao Governo uma atualização sobre o projeto de construção da nova ponte sobre a Ribeira Grande, na Estrada Nacional (EN) 245, em Fronteira, no distrito de Portalegre.
A pergunta, assinada pelo deputado Luís Moreira Testa, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, é dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O deputado do PS recorda que a ponte sobre a Ribeira Grande, entre os concelhos de Fronteira e Alter do Chão, sofreu danos graves em dezembro de 2022, na sequência de fenómenos meteorológicos extremos, o que comprometeu uma importante ligação rodoviária para as populações e para a atividade económica da região.
Perante a impossibilidade de utilização da infraestrutura existente, o deputado socialista recorda que foi executada uma “solução provisória” de atravessamento da Ribeira Grande, permitindo restabelecer a circulação rodoviária.
“Todavia, tratando-se de uma travessia submersível, a mesma continua sujeita a interrupções em períodos de maior pluviosidade e de aumento do caudal da ribeira, causando constrangimentos significativos às populações, às empresas e aos serviços públicos que dependem desta ligação”, pode ler-se no documento.
O parlamentar sublinha ainda que foi, entretanto, anunciado pela Infraestruturas de Portugal o lançamento do procedimento destinado à conceção e construção de uma nova ponte.
Nesse sentido, além de querer saber qual o estado atual do procedimento, Luís Moreira Testa quer apurar se a obra já se encontra adjudicada e, em caso afirmativo, a que empresa e qual o prazo contratualmente previsto para a sua execução.
O PS quer igualmente saber qual é a previsão do Governo para o início efetivo dos trabalhos no terreno e para a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, e que medidas estão previstas para assegurar a operacionalidade e a segurança da travessia provisória atualmente existente até à conclusão da nova ponte.
Por último, o partido questiona se o Governo considera a possibilidade de adotar “soluções complementares”, que “minimizem os constrangimentos causados pelos frequentes condicionamentos” da travessia provisória durante os períodos de maior precipitação.

















