A atribuição da Bandeira Azul à Praia Fluvial de Mourão representa um reconhecimento da qualidade ambiental do território e da capacidade da região em responder aos padrões europeus de sustentabilidade. A posição foi defendida pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, durante a cerimónia nacional do hastear da primeira Bandeira Azul 2026 atribuída a uma praia do interior.
Em declarações à comunicação social, Ricardo Pinheiro considerou que o galardão constitui «um selo que Mourão assume não só à escala regional, mas também à escala internacional», valorizando o papel da Praia Fluvial de Mourão e do território de Alqueva na afirmação do Alentejo enquanto destino turístico.
Segundo o responsável, a distinção enquadra-se na estratégia de promoção da região através de referências de qualidade e sustentabilidade. «A região começa a alinhar-se com os grandes padrões de exigência, mas acima de tudo de proteção ambiental à escala europeia», afirmou.
Mourão como porta de entrada para o turismo internacional
Ricardo Pinheiro destacou ainda a capacidade de atração turística que a Praia Fluvial de Mourão tem vindo a demonstrar, sublinhando a diversidade de visitantes que procuram o concelho.
O presidente da CCDR Alentejo referiu que a localização junto à fronteira e a proximidade com Espanha contribuem para a internacionalização do destino. «Se nos calarmos todos neste momento e se os microfones só ficarem a escutar, percebemos que há uma mistura enormíssima entre aquilo que é o português e o espanhol», afirmou, acrescentando que também escutou outras línguas entre os visitantes presentes.
Para Ricardo Pinheiro, esta realidade demonstra a crescente capacidade de Mourão em atrair visitantes nacionais e estrangeiros, reforçando a notoriedade do Alqueva enquanto destino turístico do interior.
Modelo de gestão valorizado
Durante a intervenção, o responsável destacou igualmente o modelo de gestão implementado na Praia Fluvial de Mourão, elogiando a articulação entre os investimentos públicos e a atividade privada desenvolvida no local.
Ricardo Pinheiro referiu que existe «um modelo de gestão desta praia que eleva pela excelência», destacando o contributo do concessionário na dinamização das atividades náuticas, na conservação do espaço e na oferta de restauração disponível aos visitantes.
Água e sustentabilidade como desafios para o futuro
O presidente da CCDR Alentejo aproveitou também a ocasião para abordar a importância estratégica dos recursos hídricos para a região, considerando que a água deverá continuar a assumir um papel central nas políticas de desenvolvimento apoiadas por fundos europeus.
Segundo afirmou, o Alentejo deve continuar a investir em mecanismos de resiliência hídrica, quer para consumo humano quer para utilização agrícola, defendendo simultaneamente uma relação equilibrada entre conservação ambiental, biodiversidade e atividade económica.
«Toda a promoção da biodiversidade se funda numa relação estreita com a promoção do turismo na região Alentejo», afirmou Ricardo Pinheiro, defendendo que a região deve manter a ambição de reforçar a sua posição como destino turístico.
O responsável concluiu que distinções como a Bandeira Azul contribuem para valorizar o território e demonstram a capacidade do Alentejo em conciliar desenvolvimento, turismo e proteção ambiental.

















