InícioEconomiaCatorze municípios alentejanos passam...

Catorze municípios alentejanos passam a integrar a Rede de Teletrabalho ou Coworking no Interior

A Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho ou Coworking no interior conta com 31 novos municípios, totalizando 88, e foi alargada aos trabalhadores com vínculo de emprego público, anunciou hoje o Ministério da Coesão Territorial.

Em comunicado, o Ministério adianta que este programa entrou hoje na 2.ª fase, com o alargamento do número de municípios e com a abertura de portas aos funcionários públicos, cuja portaria com o valor da compensação financeira foi já publicada em Diário da República.

Segundo a nota, a medida de alargamento do acesso aos funcionários públicos, sem quaisquer custos acrescidos para os órgãos ou serviços a que pertencem, insere-se no programa de incentivos à fixação de trabalhadores do Estado no Interior, previsto no Decreto-Lei n.º 40/2020, de 17 de julho.

Com este alargamento, que foi assinalado hoje com a assinatura dos protocolos de adesão e dos acordos de cooperação, a Rede Nacional passa a integrar um total de 88 municípios.

No que diz respeito ao Alentejo, esta rede passa de 3 para 17 Espaços de Teletrabalho ou Coworking, passando agora a integrar os Municípios de Odemira, Serpa, Vidigueira, Castelo de Vide, Avis, Crato, Elvas, Fronteira, Nisa, Borba, Moura, Gavião, Viana do Alentejo e Castro Verde. Recorde-se que na 1ª fase integraram este projeto os Municípios de Alvito, Alter do Chão e Vendas Novas.

Os Espaços de Teletrabalho e Coworking são disponibilizados pelas autarquias, devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à Internet, sendo divididos em áreas de diferentes tipologias que contemplam zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação”, segundo a nota.

Segundo o Ministério, as Câmaras Municipais são responsáveis pela divulgação dos espaços através das respetivas páginas e redes sociais, permitindo a realização de visitas virtuais por parte de eventuais interessados, bem como toda a informação relativa às características do espaço, condições de utilização, calendário anual, horário de utilização e custo associado.

Os trabalhadores com vínculo de emprego público das carreiras gerais que integrem este programa irão receber uma compensação pecuniária de 4,77 euros por dia, segundo a portaria que determina o valor da compensação pecuniária do Programa de Incentivos à Fixação de Trabalhadores do Estado no Interior.

Este incentivo é devido enquanto perdurem as condições de trabalho que determinaram a sua atribuição e, no máximo, durante três anos”, é referido.

Em abril, o Governo criou uma rede de espaços de teletrabalho ou coworking no Interior, tendo a primeira fase da rede nacional de espaços sido lançada pelos ministérios da Coesão Territorial e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao qual se junta agora o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

O Governo também lançou, em agosto de 2020, o programa “Emprego Interior MAIS”, que atribui um apoio inicial de até 4.827 euros para os trabalhadores que decidam mudar-se para os territórios do Interior.

Até ao momento foram apresentadas 460 candidaturas, relativas a um total de mais de 820 pessoas (incluindo candidatos e respetivos elementos do agregado familiar).

As candidaturas para este programa continuam abertas no Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) e destinam-se a trabalhadores desempregados ou empregados à procura de novo emprego. Está também abrangida a criação do próprio emprego.

A maior parte dos processos apoiados são de pessoas que se mudaram da região de Lisboa para a região Centro (23% do total) e 28% das candidaturas aprovadas são de pessoas que criaram o seu próprio emprego.

Através das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Governo está comprometido em apoiar a contratação e mobilidade de trabalhadores e comparticipar a adaptação física dos Espaços de Teletrabalho, bem como a aquisição de mobiliário e equipamento informático.

A assinatura dos Protocolos de Adesão do MMEAP e dos Acordos de Cooperação com 31 novos municípios decorreu hoje, em Lisboa, com a presença das ministras da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

Mais notícias

A alternativa ao teletrabalho num mundo pós pandémico

Apesar de ainda não ter o seu fim à vista, os espaços de trabalho...

Covid-19: ACT fiscaliza 973 empresas sobre cumprimento obrigatório de teletrabalho

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) fiscalizou 973 empresas e 1.093 locais...

Covid-19: Teletrabalho deixa hoje de ser obrigatório e passa a recomendado

O regime de teletrabalho obrigatório, decretado pelo Governo no final de dezembro de 2021...

Covid-19: Teletrabalho obrigatório até 14 de janeiro e recomendado a partir dessa data

O teletrabalho vai continuar obrigatório até 14 de janeiro, sendo recomendado a partir dessa...

Covid-19: Teletrabalho obrigatório a partir de dia 25 de dezembro

O Governo decidiu antecipar o período durante o qual o teletrabalho é obrigatório, determinando...

Covid-19: Teletrabalho é recomendado em todas as empresas

A norma que estabelece que o teletrabalho volta a ser recomendado sempre que possível,...

Covid-19: Teletrabalho passa a ser obrigatório em vários concelhos do Alentejo

A evolução da pandemia vai fazer com que o número de concelhos em que...

Sitel Portugal abre processo de recrutamento para 500 novos trabalhadores

O Sitel Group, líder mundial em serviços de Customer Experience Management (CX), está em processo de recrutamento com...

Em Vendas Novas, Ministra afirmou que a Rede de espaços de teletrabalho quer “robustecer” tendência

A ministra da Coesão Territorial afirmou hoje que a nova rede de espaços de...

Mais visto