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Preço do gás engarrafado em fevereiro 1% a 4,7% acima da estimativa do regulador

Os preços do gás engarrafado ficaram, em fevereiro, entre 1% e 4,7% acima da estimativa da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), anunciou o regulador.

De acordo com o relatório mensal de supervisão de preços, na garrafa G26 de propano, “registou-se uma diferença de 2,4%, com o preço anunciado superior ao preço eficiente em 0,769 euros/garrafa”.

Por sua vez, na garrafa G110 de propano observou-se uma diferença de 1% ou de 1,196 euros por garrafa entre o preço anunciado e o eficiente. Já na garrafa G26 de butano a discrepância foi de 4,7%, “com o preço anunciado superior ao preço eficiente em 1,543 euros/garrafa”.

O preço médio mensal eficiente é determinado pela entidade liderada por Pedro Verdelho e soma componentes como o preço do GPL nos mercados internacionais, logística, componente de retalho, frete marítimo e tarifas portuárias.

No último mês, as cotações internacionais do Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) mantiveram a trajetória de valorização, embora a um ritmo mais contido, explica a ERSE. O preço do propano subiu 1,9%, enquanto o do butano registou um aumento de 0,9%

O preço anunciado, por seu turno, resulta da média dos preços reportados no Balcão Único de Energia pelos operadores com um volume de negócios superior a 1.000 garrafas por ano.

Considerando as margens comerciais, em fevereiro registou-se um desvio negativo de – 1,3% na garrafa G26 de propano, com o preço anunciado a situar-se 0,429 euros/garrafa abaixo do preço eficiente com margens.

O mesmo aconteceu para a botija G110 de propano, com uma diferença de -2,4%, ou 2,925 euros/garrafa abaixo do preço eficiente com margens.

Pelo contrário, a garrafa G26 de propano “registou um desvio positivo de 1,1%, com o preço anunciado 0,383 euros/garrafa acima do preço eficiente”.

A ERSE revelou ainda que, em março, já tendo em conta as trajetórias nas cotações dos mercados internacionais, os preços eficientes são de 32,45 euros para a garrafa G26 de propano, 117,05 euros para a garrafa G110 de propano e 33,08 euros para a garrafa G26 de butano.

Na quarta-feira, no parlamento, a ministra do Ambiente e Energia anunciou que o executivo vai reunir-se com o regulador do setor de energia e a Autoridade da Concorrência para perceber “o que se passa” com os preços que são quase o dobro dos praticados em Espanha e avaliar a fixação de preços máximos para o gás de botija.

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